Connecting Food usa IA e redistribui 21 mil toneladas de alimentos

A foodtech Connecting Food já redistribuiu mais de 21 mil toneladas de alimentos próprios para consumo que perderam valor comercial. A operação beneficiou 2 milhões de pessoas, contribuiu para 39 milhões de refeições e evitou a emissão de 50 mil toneladas de CO₂.
Fundada em 2016, a empresa transformou um processo inicialmente baseado em planilhas de Excel em uma plataforma com automação, inteligência de dados e recursos de inteligência artificial. A rede está presente em 325 cidades, nos 26 estados e no Distrito Federal.
Como funciona a redistribuição de alimentos
A Connecting Food conecta varejistas e indústrias a organizações sociais que atendem pessoas em situação de vulnerabilidade. Entram na plataforma produtos que continuam seguros para consumo, mas seriam descartados por razões estéticas, proximidade da validade ou excesso de estoque.
O sistema organiza os fluxos operacionais, identifica gargalos, prioriza ações e consolida dados de doadores e organizações. Com isso, as empresas acompanham o status das doações e geram indicadores de impacto social, ambiental e operacional.
Segundo a foodtech, a tecnologia reduz falhas e custos operacionais para as empresas doadoras. Para as organizações sociais, aumenta a previsibilidade no recebimento dos alimentos. Mais de 700 entidades integram a rede.
IA amplia escala e capacidade de análise
A inteligência artificial passou a apoiar decisões, antecipar demandas e acelerar o desenvolvimento da plataforma. A operação também produz diagnósticos territoriais para mapear excedentes, gargalos e oportunidades ao longo da cadeia alimentar.
A empresa atua como parceira técnica da agenda Brasil Sem Desperdício, iniciativa liderada no país pela WWF e vinculada à organização britânica WRAP. Também se articula com projetos como Todos à Mesa e Pacto Contra a Fome.
Entre as empresas conectadas à plataforma estão GPA, Assaí Atacadista, Proença Supermercados e Bauducco. A proposta é transformar doações pontuais em uma rotina contínua, mensurável e com maior eficiência logística.
O avanço ocorre em meio à meta global de reduzir pela metade as perdas e o desperdício de alimentos até 2030, reforçada por programa lançado pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente no fim de 2025.
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