Copasa informa rescisão antecipada de acordo de acionistas após desestatização
Ilustração gerada por IA / Revista Empreende
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A Copasa divulgou, em 29 de setembro de 2026, a rescisão antecipada do acordo de acionistas firmado em 11 de junho, após a desestatização da companhia. O encerramento ocorreu em 28 de setembro, conforme informação publicada pela empresa em sua página de composição acionária.
O repositório de documentos entregues à Comissão de Valores Mobiliários registra o fato relevante sobre a rescisão. A Copasa também publicou, no dia anterior, comunicados relativos à nova composição do conselho de administração e da diretoria executiva.
Venda de ações movimentou R$ 8,39 bilhões
A mudança ocorre pouco mais de três meses depois do encerramento da oferta pública secundária de ações da Copasa. Na operação, concluída em 16 de junho de 2026, o Estado de Minas Gerais vendeu 171.113.881 ações ordinárias pelo preço unitário de R$ 49,03.
O anúncio de encerramento da oferta informou um montante total de R$ 8.389.713.585,43. O registro automático da operação perante a CVM ocorreu em 11 de junho.
Na composição acionária divulgada pela Copasa, com data-base de 16 de junho de 2026, a Gerais Saneamento S.A., ligada à Equatorial, aparece com 30% das ações. Os fundos Perfin detêm 20,11%, enquanto o Estado de Minas Gerais permanece com 5,03%, participação que inclui uma ação preferencial de classe especial, a golden share. Outros acionistas reúnem 44,58% do capital, e 0,28% são ações em tesouraria.
Estado mantém direitos da golden share
A desestatização foi autorizada pela Lei estadual nº 25.664, de 22 de dezembro de 2025. A norma atribuiu à golden share poder de veto sobre mudanças na denominação ou na sede da Copasa e sobre alterações nos limites de exercício do direito de voto.
A lei também determinou que os recursos obtidos pelo Estado sejam destinados à amortização da dívida estadual ou ao cumprimento de obrigações no Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados, o Propag. A norma prevê uma exceção para eventual destinação ao fundo estadual de saneamento.
Contrato com Belo Horizonte vai até 2073
Antes da conclusão da oferta, em 26 de março de 2026, a Copasa formalizou um aditamento de convênio com Belo Horizonte, com vigência até 7 de fevereiro de 2073. O documento prevê a transferência de R$ 1,3 bilhão ao município entre 2026 e 2028 e preserva regras regulatórias aplicáveis ao contrato de concessão após a desestatização.
Os documentos divulgados confirmam a rescisão do acordo e a alteração dos órgãos de administração, mas não permitem presumir efeitos adicionais sobre o controle, a estratégia ou o valor de mercado da companhia.