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Notícias Corporativas

Data centers ampliam debate sobre energia e transição verde

28/04/2026 • 16:27

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Data centers no Brasil consomem aproximadamente 1,7% da energia elétrica do país, de acordo com levantamento da Associação Brasileira das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação (Brasscom), enquanto a Agência Internacional de Energia (IEA) indica que o segmento responde por 1,5% do consumo global. O aumento da demanda está associado ao crescimento de serviços de computação em nuvem e de inteligência artificial (IA).

Fernando Palamone, CEO da multinacional RT-One, aponta que o debate deve se concentrar na forma de expandir a infraestrutura de forma eficiente e responsável. O executivo destaca ainda que os projetos em Maringá (PR) e Uberlândia (MG) em construção foram concebidos com foco em baixa intensidade energética e impacto hídrico reduzido.

Os data centers citados operam com Power Usage Effectiveness (PUE) inferior a 1,2, índice que os coloca entre os mais eficientes mundialmente. O Water Usage Effectiveness (WUE) é mantido em 0,05 litro por kWh ou menos, graças ao uso de refrigeração líquida em circuito fechado (direct‑to‑chip) e dry coolers, que praticamente eliminam o consumo de água no processo de resfriamento. O sistema inclui captação de água de chuva, reuso e tratamento próprio de efluentes.

Além da eficiência operacional, a capacidade de contribuir para a estabilidade da rede elétrica é ressaltada. Em um cenário brasileiro com alta participação de fontes renováveis intermitentes, como solar e eólica, data centers equipados com geração própria e sistemas avançados de baterias podem atuar como cargas controláveis, absorvendo excedentes de energia e reduzindo oscilações de frequência.

A importância desses centros para a economia digital é ampla: sustentam transações eletrônicas, serviços bancários, telecomunicações, logística, saúde e processos industriais. Sem essa infraestrutura, a maioria das atividades digitais não seria viável.

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A discussão, portanto, não se limita ao consumo absoluto, mas à integração de soluções que alinhem desempenho computacional, responsabilidade ambiental e apoio ao sistema elétrico nacional. Dados da Brasscom indicam que a capacidade instalada ainda é insuficiente para atender à demanda de processamento do país, reforçando a necessidade de investimentos que priorizem eficiência energética e uso racional da água.

"Os empreendimentos foram desenhados para operar com PUE inferior a 1,2 e WUE igual ou menor que 0,05 litro por kWh", afirmou Palamone. "Essa lógica orienta nossos projetos, tornando os data centers ativos estratégicos para a resiliência energética e para a transição verde do Brasil", completou.