Edtechs: 66% nunca receberam investimento externo, aponta estudo

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Edtechs brasileiras crescem com receita própria mesmo diante da escassez de capital externo. Um levantamento da Associação Brasileira de Startups, a ABStartups, em parceria com o Núcleo de Política e Gestão Tecnológica da Universidade de São Paulo (PGT USP), mostra que mais de 66% das 368 empresas mapeadas nunca receberam investimento.
O estudo “O Perfil das Edtechs Brasileiras” indica, ao mesmo tempo, sinais de maturidade no setor. Entre as startups analisadas, 44,6% estão em operação há mais de cinco anos. A geração de receita própria aparece como uma das principais bases para a continuidade dos negócios.
Adaptação e mercado corporativo
A capacidade de mudar o modelo de negócio também se destaca: 59,7% das edtechs já fizeram algum tipo de pivô em sua estratégia. O movimento inclui alterações no produto, no público atendido ou na forma de gerar receita.
O modelo B2B lidera as intenções de atuação, com 38,1%, seguido pelo B2B2C, com 32,7%. Os dados apontam a educação corporativa e o fornecimento de tecnologia para instituições como frentes relevantes para o crescimento das empresas de educação e tecnologia.
As estruturas operacionais permanecem enxutas. Mais da metade das empresas tem equipes de até cinco colaboradores, enquanto o modelo SaaS, de software oferecido como serviço, é o mais utilizado pelo setor.
Internacionalização está nos planos
A presença internacional ainda é limitada: apenas 11% das edtechs já expandiram suas operações para outros países. Apesar disso, 61,3% afirmam que pretendem atuar em mercados externos, sinalizando uma possível nova etapa para o ecossistema.
O levantamento também reúne informações sobre distribuição geográfica, perfil dos investimentos, modelos de trabalho, propriedade intelectual e tendências para o setor no Brasil. A combinação entre longevidade, adaptação e busca por novos mercados ajuda a explicar como parte das edtechs se mantém ativa sem aportes externos.
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