Aporte de estreia foi realizado na empresa de suplementos para longevidade Vhita, que já triplicou seu faturamento;
O mercado de varejo e consumo brasileiro é o sétimo maior do mundo, representando 27,4% do PIB, segundo dados de 2022. Ainda assim, marcas emergentes do setor enfrentam entraves para crescer e têm dificuldade em encontrar investidores que consigam apoiá-las com capital e, sobretudo, experiência na área. Primeira casa de venture capital no Brasil dedicada exclusivamente ao setor de bens de consumo com esse viés de operação, a Emerge Ventures tem como missão mudar esse cenário, ajudando marcas a escalar e conquistar o mercado de massa.
Criada por Leonardo Tonini, ex-CMO da Mondelez, e Eduardo Moraes, fundador da Latinex Brands, companhia adquirida pela M. Dias Branco, a Emerge nasceu da percepção da dupla de que há um potencial econômico enorme no setor, uma vez que os consumidores têm tido demandas cada vez mais específicas, que raramente são atendidas pela grande indústria. Por outro lado, as gestoras de VC, principais propulsoras de negócios em fase inicial, têm se concentrado em produtos e serviços tecnológicos, cujos obstáculos operacionais para escalar são significativamente menores do que os do setor de consumo.
“Contamos nos dedos de uma mão a quantidade de novas marcas lançadas por grandes empresas de consumo no Brasil que tiveram sucesso na última década. As startups, por sua vez, estão melhor posicionadas para atender a nichos de mercado, ajustando de forma ágil produtos, mensagens e canais antes de escalar”, afirma Leonardo Tonini, explicando porque direcionam o seu apoio a marcas em estágios iniciais –pequenas para o Private Equity, ao mesmo tempo que pouco olhadas por VCs tradicionais.
Quando as marcas emergentes chegam ao momento de ganhar tração, encontram dificuldades em contratar talentos, além de ter uma máquina de vendas ainda não validada, baixa experiência em canais de distribuição e um fluxo de caixa operacional que dificulta o acesso ao crédito bancário por ter um perfil de alto risco.
“Queremos ajudar as empresas a saírem dessa situação. Entramos com dinheiro, mas, mais do que isso, com experiência para operar. Consumo é um negócio de marketing, e nós fazemos todo o processo de modelagem do negócio, revisão dos canais de aquisição e distribuição, gestão de performance e branding, até a estrutura de gente”, afirma Tonini.
A casa busca marcas de bens de consumo de giro rápido nas verticais de alimentos, bebidas, suplementos, cosméticos e pets, com faturamento médio de R$ 10 milhões a R$ 50 milhões ao ano. O potencial do negócio de atravessar para o mercado de massa também é algo avaliado pelos sócios, assim como a capacidade dos fundadores de tocarem e se dedicarem ao negócio. Os cheques podem chegar a R$ 10 milhões, a depender da oportunidade e do nicho em que a empresa atua.
“Consumo é terra de camelo, não de unicórnio. O hábito de compra das categorias é fragmentado, sem efeitos de rede e construir relacionamento com o consumidor e a rede de distribuição leva tempo. A pressão por crescimento exponencial desde o primeiro dia inviabiliza o processo de aprendizagem do comportamento do consumidor, que é fundamental para criar marcas fortes”, diz Tonini.
“Temos um método proprietário único, que combina capital e experiência comprovada em operação para escalar marcas de nicho do estágio inicial a um faturamento de sete dígitos. Tiramos uma boa parte do peso da operação para o fundador ssim, somos muito mais adequados às marcas emergentes do que outros VCs”, completa.
Os resultados já são observados na prática. A Emerge investiu na Vhita, empresa de suplementos focada em saúde preventiva para o público adulto. A casa estruturou os canais de aquisição, incluindo acesso a talentos e gestão de ads.
Sem abrir o valor do cheque, a Emerge afirma que, como resultado, a Vhita viu seu faturamento crescer três vezes no último ano. “Quisemos focar nesse investimento para ter certeza de que a tese parava de pé e foi um sucesso. Agora, com essa bagagem, estamos fazendo nosso segundo investimento, em uma empresa do segmento de cosméticos. Até o final do ano, planejamos ter cinco empresas no portfólio”, completa Tonini.
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Por Fio Comunica
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