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Economia

Empreendedorismo feminino: 57,3% das donas de negócios sustentam o lar

13/08/2026 • 16:37

Five executives meeting around a conference table with a corporate strategy presentation
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O empreendedorismo feminino no Brasil combina protagonismo econômico com sobrecarga familiar. Segundo a pesquisa nacional “Empreendedoras e Seus Negócios 2026”, 57,3% das mulheres à frente de empresas são as principais provedoras de suas famílias, enquanto 9 em cada 10 não conseguem guardar dinheiro para o futuro.

O levantamento foi realizado pelo Instituto Rede Mulher Empreendedora (IRME), por meio do Laboratório de Gênero e Empreendedorismo. A etapa quantitativa reuniu 1.176 respostas válidas nas cinco regiões do país, com grau de confiança de 95% e margem de erro máxima de 3,1%. A análise também incluiu 15 grupos focais com 95 mulheres e cinco entrevistas com especialistas e organizações parceiras.

Perfil das empreendedoras brasileiras

A pesquisa mostra que 70% trabalham por conta própria, sem colaboradores. Alimentação e gastronomia concentram 21,3% dos negócios, e 39,8% dos empreendimentos têm entre dois e cinco anos de atividade. Entre as participantes, 73,8% são mães, quase metade delas mães solo, e 52,3% se declaram negras.

A escolaridade é elevada: 57,9% têm ensino superior e 36,6% possuem pós-graduação. Mesmo assim, quase metade dos negócios, ou 46,6%, fatura até R$ 3.242 por mês. A informalidade atinge 31,9% das empreendedoras, motivada principalmente pelos custos envolvidos, apontados por 38,9%.

Sobrecarga limita o crescimento dos negócios

O trabalho de cuidado não remunerado aparece como uma das principais barreiras. Três em cada quatro empreendedoras afirmam não contar com apoio informal de parceiros, familiares ou serviços pagos. Por causa dessa responsabilidade, 80,7% já interromperam as atividades da empresa e 61,7% dizem que a sobrecarga impede o crescimento do negócio.

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A desigualdade também aparece no recorte racial. A taxa de informalidade entre mulheres negras é de 42,8%, ante 24,5% entre as demais participantes. Na operação das empresas, marketing e divulgação são o principal obstáculo para 51,9%, embora 72,2% usem a internet para promover produtos e serviços.

Acesso ao crédito avança

O acesso ao crédito passou de 25% em 2023 para 47,8% em 2026. Apesar do avanço, apenas 10% conseguem gerar sobra financeira depois de cobrir as despesas básicas. Ao mesmo tempo, 60,1% se consideram financeiramente independentes, 70,1% se dizem confiantes e 66,7% estão otimistas em relação ao futuro.

A pesquisa completa está disponível no site do Instituto RME.

Este conteúdo de divulgação comercial foi fornecido por Casé Comunica e não é de responsabilidade editorial da revistaempreende.com.br.