Exportações recordes do agronegócio e valorização imobiliária consolidada atraem recursos do campo para ativos urbanos ultra luxuosos
Com participação de cerca de 23% no PIB brasileiro e exportações que representaram quase metade da balança comercial em 2024, o agronegócio vive um dos ciclos mais robustos da última década. O Brasil manteve sua posição como um dos principais exportadores globais de commodities agrícolas, com o setor respondendo por cerca de 49% do valor total das exportações brasileiras em 2024, conforme dados do Ministério da Agricultura.
Esse desempenho econômico tem gerado riqueza no campo e parte dela agora encontra destino nos centros urbanos com ativos considerados seguros e líquidos: imóveis de alto padrão em Balneário Camboriú, cidade que lidera o ranking nacional de metro quadrado mais valorizado do país, segundo o índice FipeZap.
O movimento reflete uma estratégia de diversificação patrimonial comum em setores de forte geração de caixa. Historicamente concentrado em terra produtiva e ativos operacionais, o capital do agro passa a buscar imóveis urbanos consolidados como forma de equilibrar risco, preservar valor e ampliar liquidez fora da dinâmica do campo.
No litoral de Santa Catarina, a valorização imobiliária reforça esse fenômeno. Dados do índice FipeZAP mostram que Balneário Camboriú encerrou 2025 com o metro quadrado mais caro do país, com média próxima de R$14.906/m², superando capitais como São Paulo e Rio de Janeiro.
Para Alfredo Gulin Neto, CEO da AG7 ,incorporadora pioneira na convergência entre luxo e bem-estar, o movimento de empresários do agronegócio em Balneário Camboriú reflete a transição para a “estratégia de bem-estar”. “Não estamos falando apenas de uma alocação de capital em tijolos, mas de um investimento em ativos de saúde. O empresário do agro busca hoje o Wellness Real Estate, um setor que, segundo dados do Global Wellness Institute (GWI), já movimenta US$438 bilhões globalmente e cresce a taxas de 18,1% ao ano. É um mercado que avança quase quatro vezes mais rápido que a construção civil tradicional, provando que o bem-estar e a hospitalidade de padrão seis estrelas se tornaram a nova moeda de luxo e um porto seguro para a preservação de patrimônio”, afirma Gulin Neto.
O executivo ressalta que esse tipo de investimento tem ganhado relevância sobretudo em contextos de juros elevados e volatilidade macroeconômica, quando investidores procuram alternativas de proteção e diversificação fora do universo financeiro tradicional.
No mercado local, observa-se que parte relevante desses recursos tem sido direcionada a empreendimentos de alto padrão com forte componente de lifestyle, onde localização estratégica, infraestrutura urbana consolidada e oferta de serviços premium são fatores determinantes na decisão de compra.
O fenômeno também tem implicações econômicas mais amplas. A presença de capital do agronegócio em mercados urbanos de luxo contribui para o dinamismo da construção civil, gera movimento nos segmentos de serviços e fortalece a percepção de cidades como Balneário Camboriú como destinos não apenas residenciais, mas de investimento.
Esse fluxo de capital pode representar uma mudança estrutural no comportamento da alta renda brasileira: produtores rurais que historicamente concentraram seus patrimônios em ativos produtivos agora diversificam em ativos imobiliários em grandes centros litorâneos, sem deixar de lado sua origem produtiva.
Sobre a AG7
AG7 é uma das principais incorporadoras de alto luxo e wellness building do Brasil, pioneira em conectar saúde e bem-estar a moradias inovadoras e de alto padrão. Há mais de 10 anos nesse mercado, a empresa já recebeu certificados importantes como o selo Fitwel, Green Building, reconhecimento internacional de prédio mais saudável do mundo, o prêmio Rethinking The Future Architecture Awards 2020, pelo edifício Ícaro e 2022 pelo AGE360, um dos prêmios mais importantes do mundo do universo da arquitetura e design. Recentemente a empresa conseguiu a certificação para virar uma empresa Sistema B.