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Exclusão de pessoas LGBTI+ no trabalho custa R$ 94,4 bilhões ao Brasil, diz Banco Mundial

Publicado em 22/06/2026 • 16:59 | Atualizado em 28/06/2026 • 19:10

Exclusão de pessoas LGBTI+ no trabalho custa R$ 94,4 bilhões ao Brasil, diz Banco Mundial
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A exclusão de pessoas LGBTI+ do mercado de trabalho gera um impacto econômico estimado em R$ 94,4 bilhões por ano no Brasil, segundo pesquisa do Banco Mundial realizada em parceria com organizações da sociedade civil. O valor equivale a 0,8% do PIB nacional em 2024.

O levantamento aponta que o preconceito e a falta de oportunidades para essa população não representam apenas uma violação de direitos humanos, mas também um entrave para a economia brasileira, ao reduzir o acesso ao emprego formal, à renda e ao desenvolvimento profissional.

Desigualdade no mercado de trabalho

Os dados mostram uma diferença relevante entre os indicadores da população LGBTQIA+ e a média geral do país. A taxa de desemprego entre pessoas LGBTQIA+ é de 15,2%, praticamente o dobro da média geral da população, de 7,7%.

A informalidade também é maior nesse grupo. Segundo o estudo, 46% dos profissionais LGBTQIA+ estão em ocupações informais, ante 40% da média nacional.

Principais dados do levantamento

  • Desemprego: 15,2% entre pessoas LGBTQIA+, contra 7,7% da média geral da população.
  • Informalidade: 46% entre profissionais LGBTQIA+, ante 40% da média nacional.
  • Discriminação no trabalho: 72,7% dos entrevistados afirmaram já ter sofrido discriminação no ambiente profissional.

Inclusão como agenda de gestão

Para Nathália Fernandes, jornalista e profissional da área de Gestão de Talentos da Alcoa Brasil, os números reforçam a necessidade de políticas corporativas efetivas para enfrentar a exclusão no trabalho. Ela está disponível para entrevistas sobre o tema, segundo o comunicado enviado à imprensa.

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Nathália Fernandes participou do lançamento e da promoção das diretrizes de transição de gênero na Alcoa Brasil, iniciativa que define processos de acolhimento, respeito à identidade e suporte psicológico e administrativo para colaboradores trans.

A profissional foi reconhecida pela plataforma Favikon como perfil nº 1 do LinkedIn em pautas LGBTI+ e premiada pelo Fórum de Empresas e Direitos LGBTI+.

O que as empresas podem fazer

Na avaliação de Nathália, a inclusão precisa orientar práticas concretas dentro das organizações, com impacto em processos, decisões e comportamentos.

“Políticas de inclusão não podem existir apenas no discurso; elas precisam orientar decisões, processos e comportamentos. Quando uma empresa estabelece diretrizes claras para acolher uma pessoa em transição de gênero, ela está preparando a organização para agir com responsabilidade, cuidado e respeito. Diversidade e inclusão são agendas estratégicas do negócio, não apenas ações isoladas de RH.”

O estudo reforça que a exclusão de pessoas LGBTI+ tem efeitos que vão além do ambiente corporativo. Ao limitar oportunidades de trabalho e renda, a discriminação também reduz o potencial produtivo do país e amplia desigualdades sociais.

Este conteúdo de divulgação comercial foi fornecido por Alcoa Brasil e não é de responsabilidade editorial da revistaempreende.com.br.