Lula reúne três aliados ao Senado no Pará e cobra avaliação partidária
Ilustração gerada por IA / Revista Empreende
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva reuniu os candidatos Helder Barbalho, Chicão e Celso Sabino no mesmo palanque na noite de segunda-feira, 28 de setembro, na Praça da República, em frente ao Theatro da Paz, em Belém. Durante o comício, ele cobrou das direções partidárias uma avaliação imediata sobre quais candidaturas têm melhores condições eleitorais na disputa pelas duas vagas do Pará no Senado.
Lula, candidato à reeleição pelo PT, pediu que os partidos examinassem a situação nos dias 29 ou 30 de setembro. A manifestação levou ao público uma divergência entre aliados a menos de uma semana do primeiro turno, marcado para 4 de outubro, mas não representou o anúncio de retirada de nenhuma candidatura. A intervenção colocou a coordenação das campanhas no centro da reta final da disputa estadual.
Três aliados disputam duas cadeiras
O Pará tem 12 candidaturas registradas para o Senado em 2026. Entre elas estão Helder Barbalho, do MDB, com o número 151; Chicão, nome eleitoral de Francisco das Chagas Silva Melo Filho, do União, com o número 444; e Celso Sabino, do PDT, com o número 123. Os três buscam uma das duas cadeiras em disputa no estado.
A presença conjunta expôs a diferença entre a composição partidária formal e o apoio pessoal do presidente. O PT paraense formalizou aliança com a candidata do MDB ao governo, Hana Ghassan, e apoio às candidaturas de Helder Barbalho e Chicão ao Senado. Celso Sabino, por sua vez, concorre pelo PDT e vincula sua campanha ao apoio de Lula.
Sabino estava inicialmente fora da composição principal do palco, mas foi incluído no ato e discursou ao lado dos dois concorrentes. Também participaram Hana Ghassan e o candidato a vice-governador Dirceu Ten Caten, do PT. A configuração reuniu lideranças da chapa estadual e os três aliados presidenciais envolvidos na disputa pelo Senado. A entrada de Sabino tornou visível, no palco, a coexistência das três candidaturas aliadas.
Pedido transfere decisão às direções partidárias
Ao destacar que o estado escolherá dois senadores, Lula pediu uma análise da capacidade eleitoral de cada nome. A cobrança envolve PT, MDB, União Brasil e PDT, partidos presentes na articulação estadual. Caberá às direções avaliar se mantêm as três campanhas ou se adotam alguma forma de coordenação na reta final da campanha no Pará. O prazo indicado pelo presidente deu caráter imediato à discussão entre as siglas.
Na fala, o presidente apresentou a capacidade eleitoral de vencer como foco da avaliação solicitada às direções. O ponto central foi a necessidade de examinar a viabilidade dos três aliados diante da quantidade limitada de vagas. Helder Barbalho, Chicão e Celso Sabino seguem na relação de candidaturas ao Senado pelo Pará.
A cobrança ocorre em uma corrida na qual o eleitor paraense poderá escolher dois nomes. Nesse modelo, candidaturas do mesmo campo político podem buscar apoio entre grupos semelhantes. Uma decisão partidária nos últimos dias de campanha poderá interferir na orientação transmitida aos eleitores, na distribuição dos votos e na mobilização das estruturas das legendas.
Coordenação ganha peso antes do primeiro turno
O episódio colocou a coordenação das alianças eleitorais no centro do comício de Lula em Belém. A composição do palanque preservou, naquele momento, a presença dos três candidatos, mas a declaração presidencial pressionou os partidos a tratar publicamente de uma definição. Com os três nomes presentes, a questão deixou de ser apenas partidária e passou a integrar o discurso do comício.
Os próximos passos estão concentrados na avaliação pedida por Lula para 29 ou 30 de setembro. Até uma eventual decisão partidária, Helder Barbalho, Chicão e Celso Sabino permanecem como concorrentes a duas cadeiras. O resultado dessa articulação poderá definir como o campo aliado do presidente apresentará suas opções ao eleitorado paraense nos últimos dias antes da votação.