MED 2.0 do Pix amplia rastreamento de fraudes e exige novos controles de empresas

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O Mecanismo Especial de Devolução 2.0, conhecido como MED 2.0, amplia o rastreamento de recursos desviados em fraudes com Pix e muda a gestão de risco de empresas, lojas virtuais e plataformas de pagamento. A nova estrutura permite acompanhar o dinheiro para além da primeira conta que recebeu a transferência suspeita.
A mudança ocorre em um mercado no qual mais de 170 milhões de pessoas físicas usam o Pix, segundo dados do Banco Central citados no material divulgado pela UnicoPag. Para negócios que recebem grandes volumes de pagamentos instantâneos, a liquidação deixa de representar o encerramento definitivo de uma operação.
Rastreamento alcança contas posteriores
Na versão anterior, o mecanismo de devolução concentrava a análise na conta que recebeu inicialmente o dinheiro. O MED 2.0 foi desenvolvido para identificar o caminho dos recursos quando eles são transferidos para outras contas, prática comum em tentativas de dificultar a recuperação de valores.
O Banco Central também ampliou o autoatendimento do MED nos aplicativos das instituições financeiras. Com isso, clientes podem contestar transações fraudulentas diretamente pelos canais digitais dos bancos e demais participantes do sistema.
E-commerces precisam reforçar monitoramento
Para Nassor de Oliveira Ramos, integrante da equipe de Risco e Compliance da UnicoPag, lojistas e intermediadores devem manter processos de monitoramento, rastreabilidade e resposta mesmo depois da entrada do dinheiro em conta.
O cuidado é especialmente relevante para operações de alto volume e margens reduzidas. Contestações e bloqueios podem afetar o fluxo de caixa quando a empresa não consegue relacionar rapidamente cada pagamento ao pedido, ao cliente e às evidências da transação.
Entre as medidas indicadas estão conciliação detalhada, registro dos dados do pedido, acompanhamento de movimentações atípicas e definição de protocolos para responder às instituições financeiras. A velocidade do Pix continua sendo uma vantagem comercial, mas passa a exigir controles capazes de lidar com devoluções e suspeitas de fraude.
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