As ações da Cerebras avançaram 9% na segunda-feira, após Sam Altman, CEO da OpenAI, classificar a fabricante de chips como uma parceira próxima. A declaração ajudou os papéis a reagirem à queda de 20% registrada na semana anterior, quando o mercado soube que o modo “Ultrafast” do GPT-6.1 Sol usaria processadores gráficos da Nvidia. Segundo a CNBC, Altman afirmou que as empresas mantêm colaboração voltada ao aumento da velocidade computacional. A Cerebras assinou em janeiro um acordo de US$ 10 bilhões para fornecer à OpenAI 750 megawatts de capacidade computacional até 2028. Apesar da recuperação, seu valor de mercado, estimado em US$ 43 bilhões, permanece abaixo dos US$ 95 bilhões alcançados desde a estreia na Nasdaq, em maio.
Principais fatos e números
- As ações da Cerebras subiram 9% na segunda-feira.
- Os papéis haviam recuado 20% na semana anterior.
- Sam Altman afirmou que Cerebras é uma parceira próxima da OpenAI.
- A parceria prevê US$ 10 bilhões em fornecimento de capacidade computacional até 2028.
- O contrato envolve 750 megawatts de capacidade computacional.
- A Cerebras está avaliada em cerca de US$ 43 bilhões, ante US$ 95 bilhões anteriormente.
Por que isso importa para empresários e investidores
A reação mostra a sensibilidade da Cerebras a sinais sobre sua relação comercial com a OpenAI e à concorrência da Nvidia. Para investidores, o contrato de US$ 10 bilhões oferece perspectiva de demanda, mas a escolha de GPUs da Nvidia para um produto específico reforça o risco de concentração e de substituição tecnológica. Analistas do Citi mantiveram suas projeções de receita para 2026 a 2028, porém apontaram que o desempenho das ações depende cada vez mais de evidências de estabilização das margens brutas. Ainda é incerto como futuras decisões de infraestrutura da OpenAI serão distribuídas entre fornecedores.
