O dólar avançou na segunda-feira após o governo dos EUA anunciar expansão de sanções secundárias contra o Irã e a imposição de tarifas sobre produtos canadenses. O índice do dólar subiu 0,17% para 98,99, enquanto o euro recuou 0,14% para US$1,1663. O Canadá sofreu a maior queda do seu dólar desde 17 de junho, com alta de 0,61% do câmbio para C$1,385 por US$1, após Washington aplicar tarifas de 50% sobre bens canadenses e Ottawa prometer retaliação. Fontes citadas pela CNBC indicaram que o Tesouro americano pode usar o saldo da Conta Geral do Tesouro para financiar recompra de títulos de longo prazo, após ter ampliado recentemente operações de liquidez.
Principais fatos e números
- Governo dos EUA anunciou expansão de sanções secundárias ao Irã (fonte: Channel News Asia via Reuters/CNBC).
- Índice do dólar subiu 0,17% para 98,99.
- Euro caiu 0,14% para US$1,1663.
- EUA anunciaram tarifas de 50% sobre produtos do Canadá; Canadá prometeu retaliação 'dólar por dólar'.
- Dólar canadense caiu 0,61% para C$1,385 por US$1, o maior recuo desde 17 de junho.
- Tesouro dos EUA dobrou a dimensão de operações de recompra de liquidez na semana anterior (reportagem citada).
Por que isso importa para empresários e investidores
Para empresas e investidores, a combinação de sanções ao Irã e tarifas sobre o Canadá eleva a volatilidade cambial e de rendimentos soberanos, afetando custos de importação/exportação, hedge e avaliação de ativos. Exportadores canadenses e cadeias com exposição a tarifas enfrentam risco de margem; importadores em dólares podem ter custos menores se a tendência de fortalecimento do dólar persistir. A possibilidade de o Tesouro usar a Conta Geral para recompras de títulos pode reduzir rendimentos longos e alterar preços de ativos; porém, há incerteza sobre efeitos fiscais e de longo prazo na sensibilidade da dívida às taxas do Fed. Decisões de hedge devem considerar essa incerteza política e de mercado.