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O Novo Precisa de Amigos

Publicado em 22/07/2019 • 16:57 | Atualizado em 08/05/2026 • 15:49

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thiago franco


Thiago Franco
@thiagofranco.coach
abeeon.com/ thiago-franco 
Coach, consultor, professor e palestrante. Hoje seu principal foco é guiar pessoas para encontrar a melhor forma de se conectarem com seus valores, seus objetivos e com as pessoas à sua volta.
imagem Pexels

Startup, para mim, era coisa de molecada. Só de ouvir o termo eu já pensava no sonho infantil de adolescentes que achavam que poderiam ser o próximo Zuckerberg, sem estudar em Harvard ou até mesmo sem estudar nada. E quando ouvia frases como “eu fiz um pitch para os players mais disruptivos do ecossistema”, eu ria com deboche. Até que – por acidente do destino – entrei nesse mundo.

De olho no dinheiro, resolvi mandar um projeto para uma entidade de fomento em inovação e, por coincidência, meu irmão conhecia um cara que já tinha aprovado vários projetos nesse programa. Ele me deu o contato e pensei: o que tenho a perder com uma conversa? Marcamos um call (já estou te colocando no clima) por videoconferência e fui surpreendido não só por alguém com grande conhecimento, mas muito aberto em reconhecer e dividir tanto erros quanto acertos. Nossa conversa terminou com “vou te mandar algumas coisas” e, para minha surpresa, ele mandou tudo! Documentos, projetos, formulários, um pacote de coisas úteis, e minha primeira reação foi pensar “eu nunca mandaria tudo isso para alguém que mal conheço!”. Aqui, minhas crenças começaram a mudar.

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Ao longo de vários meses, fui amadurecendo meu projeto, conhecendo pessoas e entrando no mundo das startups. Consegui um excelente sócio e entramos no programa Startup SP, do Sebrae de Ribeirão Preto, (sim, fizemos um pitch para os players!), junto com outras startups das mais diferentes áreas: automação, inteligência artificial, produtos orgânicos. E o que faz com que todas essas pessoas e ideias diferentes estejam conectadas? A vontade de inovar? De ganhar dinheiro? Sim, são pontos comuns, mas o grande diferencial do ambiente das startups é ser – fundamentalmente – uma cultura de cooperação.

Como muitos, fui treinado no mundo corporativo para competir, me proteger e manter uma distância segura. Contudo, estou aprendendo que a inovação no ambiente de startups não está somente nos produtos e serviços, mas na forma de se relacionar, na cultura de compartilhamento que está sendo criada. Trabalhar em uma startup é buscar algo novo andando descalço em um terreno de incertezas onde só Deus sabe exatamente qual a direção.

Como isso pode dar certo? Bem, como definiu o personagem Anton Ego, do desenho Ratatouille, “o mundo costuma ser duro com os novos talentos e com as novas criações”. Mas o mesmo personagem nos dá o caminho: “O novo precisa de amigos!”.