Ao vivo
ExaGrid conquista 5 prêmios do setor no Network Computing Awards 2026 Transição energética avança apesar das tensões globais Jovem diretor cria rota para novos talentos no cinema Electrolux vincula bônus de executivos a metas climáticas Empresa lança IA proprietária para o mercado da construção Pax, a empresa pioneira em IA para segurança pública, reduz a criminalidade em Cosméticos coreanos movimentam logística no Brasil Automação com IA transforma mercado de seguros Eleições 2026 elevam demanda por materiais gráficos no país Crédito alternativo fortalece pequenos negócios na Bahia ExaGrid conquista 5 prêmios do setor no Network Computing Awards 2026 Transição energética avança apesar das tensões globais Jovem diretor cria rota para novos talentos no cinema Electrolux vincula bônus de executivos a metas climáticas Empresa lança IA proprietária para o mercado da construção Pax, a empresa pioneira em IA para segurança pública, reduz a criminalidade em Cosméticos coreanos movimentam logística no Brasil Automação com IA transforma mercado de seguros Eleições 2026 elevam demanda por materiais gráficos no país Crédito alternativo fortalece pequenos negócios na Bahia ExaGrid conquista 5 prêmios do setor no Network Computing Awards 2026 Transição energética avança apesar das tensões globais Jovem diretor cria rota para novos talentos no cinema Electrolux vincula bônus de executivos a metas climáticas Empresa lança IA proprietária para o mercado da construção Pax, a empresa pioneira em IA para segurança pública, reduz a criminalidade em Cosméticos coreanos movimentam logística no Brasil Automação com IA transforma mercado de seguros Eleições 2026 elevam demanda por materiais gráficos no país Crédito alternativo fortalece pequenos negócios na Bahia ExaGrid conquista 5 prêmios do setor no Network Computing Awards 2026 Transição energética avança apesar das tensões globais Jovem diretor cria rota para novos talentos no cinema Electrolux vincula bônus de executivos a metas climáticas Empresa lança IA proprietária para o mercado da construção Pax, a empresa pioneira em IA para segurança pública, reduz a criminalidade em Cosméticos coreanos movimentam logística no Brasil Automação com IA transforma mercado de seguros Eleições 2026 elevam demanda por materiais gráficos no país Crédito alternativo fortalece pequenos negócios na Bahia
Mercados

PEC 6×1 aprovada na Câmara, acordo EUA-Irã no fio da navalha, Raízen em recuperação extrajudicial e PIB americano desacelera

28/05/2026 • 13:22

Ouvir materia voz de IA no navegador

O pregão desta quinta-feira, 28 de maio, foi um dos mais densos do ano no mercado financeiro brasileiro. Em poucas horas, quatro eventos de peso aconteceram em paralelo: a Câmara dos Deputados aprovou a PEC que acaba com a escala 6×1, negociadores dos EUA e do Irã chegaram a um acordo frágil que ainda depende de Donald Trump, a Raízen avançou na divulgação dos termos de seu plano de recuperação extrajudicial e viu suas ações despencarem, e os dados do PIB americano do primeiro trimestre vieram confirmando desaceleração com inflação ainda pressionada. O Ibovespa operou de forma instável ao longo do dia, refletindo a dificuldade de precificar tantos vetores ao mesmo tempo.

PEC 6×1 aprovada: um marco no mercado de trabalho

Na madrugada desta quinta-feira, o plenário da Câmara dos Deputados aprovou em dois turnos a PEC que extingue a escala 6×1 e reduz a jornada máxima de trabalho para 40 horas semanais. A votação foi marcada por episódios incomuns, incluindo cantoria no plenário e provocações entre deputados. O resultado, no entanto, foi claro: a proposta avança e segue agora para o Senado, onde a aprovação não é garantida.

A PEC prevê transição em duas etapas. Sessenta dias após a promulgação, os trabalhadores já terão direito a dois dias de folga semanal e jornada de 42 horas. Doze meses depois, a jornada cai para 40 horas. Não há previsão de corte salarial em nenhuma das etapas. A folga de um dos dois dias é preferencialmente no domingo, mas não obrigatoriamente, abrindo espaço para negociações coletivas em setores como varejo, saúde e alimentação.

Para o mercado financeiro, a aprovação cria um vetor de custo para empresas intensivas em mão de obra. Ações de varejistas, redes de saúde e food service tendem a ser pressionadas nas sessões seguintes, à medida que analistas revisam projeções de lucro e custo de folha de pagamento. A CNC estimou, em fevereiro, que o impacto no comércio pode chegar a R$ 122,4 bilhões anuais. A CNI calcula R$ 267,2 bilhões para todos os setores. O próximo passo é o Senado, onde o texto passa por nova rodada de votação antes de eventual promulgação.

EUA e Irã: acordo no papel, incerteza na prática

O segundo grande evento do dia veio de Washington. O site Axios, citando duas autoridades americanas, informou que negociadores dos Estados Unidos e do Irã chegaram a um entendimento sobre um memorando de 60 dias para estender o cessar-fogo e iniciar negociações formais sobre o programa nuclear iraniano. A Reuters repercutiu a informação atribuída ao Axios. O acordo ainda dependia da aprovação final de Donald Trump.

O Ibovespa firmou alta assim que os relatos do acordo começaram a circular. Mas a reação foi curta. A Guarda Revolucionária do Irã afirmou ter atacado uma base aérea americana em resposta a novos ataques dos EUA no sul do país. O petróleo voltou a subir mais de 2%. As bolsas europeias, que já operavam em baixa pela manhã por conta de ataques noturnos, aprofundaram as perdas. A Ásia também fechou majoritariamente no vermelho.

O padrão do conflito se repete: negociadores avançam em salas fechadas enquanto militares trocam ataques no campo. O acordo de 60 dias, se aprovado por Trump, não encerra o conflito. Apenas congela temporariamente a escalada e abre uma janela para negociações sobre o ponto central: o programa nuclear iraniano. O secretário de Estado Marco Rubio havia dito na semana passada que havia “algo bastante sólido em cima da mesa”.

Raízen: plano de recuperação decepciona e ações despencam

Raízen: mercado reage mal aos termos do plano

A Raízen (RAIZ4) foi destaque negativo da bolsa nesta quinta-feira. A companhia avançou na divulgação dos termos de seu plano de recuperação extrajudicial, processo já em curso desde março, e o mercado reagiu negativamente às condições apresentadas. As ações despencaram na sessão.

O plano contempla injeção de capital, mudanças na diretoria e no conselho de administração, além de medidas para lidar com uma dívida que chegou a cerca de R$ 65 bilhões. A situação da empresa vinha se deteriorando há meses: em fevereiro, a S&P Global retirou o grau de investimento da Raízen e alertou para risco crescente de inadimplência, com dívida líquida de R$ 53,4 bilhões e queima de caixa persistente.

O que desagradou o mercado não foi a existência do plano, mas seus termos. Investidores esperavam medidas mais agressivas de desalavancagem, como venda de ativos ou entrada de um sócio estratégico. O pacote apresentado foi considerado insuficiente para conter a pressão financeira em um setor que convive com preços do etanol pressionados e custo de produção elevado.

PIB dos EUA: desaceleração e inflação persistente

Na agenda internacional, os dados do primeiro trimestre americano confirmaram desaceleração da economia. O PIB dos EUA cresceu 1,6% em taxa anualizada na segunda leitura do primeiro trimestre de 2026, revisão para baixo em relação à estimativa preliminar de 2,0%.

O índice de preços PCE, indicador preferido do Federal Reserve para medir inflação, subiu 4,5% no primeiro trimestre e 3,8% em abril na comparação anual, permanecendo em patamar elevado.

A combinação de crescimento fraco com inflação elevada, o chamado cenário de estagflação, é um dos ambientes mais desafiadores para o Federal Reserve. Cortar juros com inflação ainda elevada é arriscado. Manter juros altos em meio à desaceleração econômica também aumenta os riscos para atividade e emprego. Wall Street operou sem direção definida ao longo do pregão.

Para o Brasil, o dado americano importa por dois canais. O primeiro é o câmbio: juros elevados nos EUA por mais tempo atraem capital para ativos americanos e pressionam moedas emergentes, incluindo o real. O segundo é o fluxo de investimento estrangeiro: um ambiente de crescimento mais fraco nos EUA pode reduzir o apetite global por risco, mas também estimular investidores a buscar retornos mais altos em mercados emergentes.

Emprego no Brasil: CAGED de abril na agenda

O Ministério do Trabalho tinha previsão de divulgar nesta quinta-feira, às 14h30, os dados do CAGED de abril. No primeiro trimestre, o Brasil havia gerado 613,4 mil vagas formais, ritmo 9,1% menor do que no mesmo período de 2025, mas ainda positivo.

Os números de abril eram aguardados com atenção porque o mercado buscava avaliar se a geração de empregos manteve consistência mesmo com o aumento da incerteza global a partir de março, quando o conflito entre EUA e Irã ganhou intensidade.

O resultado também ganhou relevância política após a aprovação da PEC 6×1. Críticos da proposta argumentam que o aumento do custo trabalhista pode desestimular contratações formais e ampliar a informalidade. Defensores afirmam que jornadas menores tendem a elevar produtividade, qualidade de vida e eficiência no médio prazo.

O que fica do pregão

Poucos dias do ano reúnem tantos eventos relevantes em um único pregão. A aprovação da PEC 6×1 na Câmara representa um divisor de águas no mercado de trabalho e cria novos riscos e oportunidades para setores específicos da bolsa. O entendimento preliminar entre EUA e Irã, se aprovado por Trump, pode influenciar diretamente os preços globais do petróleo e o câmbio nas próximas semanas.

A Raízen reforça ao mercado os riscos de empresas altamente endividadas em um ambiente prolongado de juros elevados. E o PIB americano mais fraco com inflação persistente mostra que o Federal Reserve ainda enfrenta um cenário complexo para a condução da política monetária.

O Ibovespa encerra a semana em terreno incerto. O fechamento desta quinta-feira deve influenciar os primeiros pregões de junho, quando investidores voltarão a monitorar a trajetória da Selic, a tramitação da PEC no Senado e os desdobramentos do conflito no Oriente Médio.

Acompanhe a cobertura dos mercados na editoria de Mercados da Revista Empreende e os impactos da PEC 6×1 no mercado de trabalho nos próximos dias.