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Pesquisa da Euromonitor International revela Brasil como o “Outlier” do luxo global com projeção de crescimento de 31% até 2030

Samuel Chaves Paniel Fflur Roberts

Na abertura da 15ª edição do LuxuryLab Global Brasil, dados inéditos mostram que o país deve injetar US$ 2 bilhões no setor nos próximos cinco anos, consolidando-se como o motor estratégico da América Latina

Pesquisa da Euromonitor International revela Brasil como o “Outlier” do luxo global com projeção de crescimento de 31% até 2030

Na abertura da 15ª edição do LuxuryLab Global Brasil, dados inéditos mostram que o país deve injetar US$ 2 bilhões no setor nos próximos cinco anos, consolidando-se como o motor estratégico da América Latina

São Paulo, março de 2026 – A abertura da 15ª edição do LuxuryLab Global Brasil, realizada hoje no Rosewood Hotel São Paulo, trouxe revelações estratégicas que posicionam o país em um patamar de resiliência inédito no cenário internacional. Em um ano de celebração para a plataforma, a Euromonitor International apresentou dados exclusivos que confirmam o país como o segundo maior mercado de luxo da América Latina, atingindo um valor de US$10 bilhões ao final de 2025. Durante sua conferência, Fflur Roberts, Head of Luxury na empresa de inteligência, foi enfática ao definir o mercado local como um verdadeiro “outlier”. Segundo a pesquisadora, apesar dos desafios macroeconômicos globais, o Brasil deve registrar um crescimento real de 6% já no próximo ano, com uma projeção de expansão de 24% nos próximos cinco anos, o que injetará mais de US$2 bilhões na economia nacional do setor.

Essa robustez financeira é acompanhada por uma transição profunda na mentalidade do consumidor, que migra aceleradamente do materialismo para o que Roberts define como “experiencialismo”. Roberts destaca que o luxo moderno no Brasil não se trata apenas de vender mais, mas de criar valor real através da experiência. Segundo a executiva, “as pessoas agora buscam experiências que sejam apoiadas pela qualidade e que gerem memórias positivas profundamente ligadas ao bem-estar”. Atualmente, o status é medido de forma crescente pelo estilo de vida e pela busca por propósitos claros nas marcas consumidas. Essa mudança reflete uma nova prioridade: quase metade dos consumidores brasileiros (42%) afirma que agora compra menos, mas compra melhor, priorizando valor, durabilidade e o conceito de “luxo silencioso” em detrimento do consumo desenfreado.

O novo capítulo da economia da experiência também exige que as marcas evoluam para além da boutique tradicional, explorando o conceito de “terceiros espaços” que integrem arte, gastronomia e vivências imersivas. Um exemplo emblemático citado por Roberts foi a pop-up Blue Box Café, da Tiffany & Co., realizada no Shopping Iguatemi São Paulo. A iniciativa transformou a joalheria em um destino de estilo de vida, unindo design e hospitalidade para celebrar a identidade da marca de forma interativa. Da mesma forma, o próprio Rosewood São Paulo foi destacado como um hub cultural de sucesso, utilizando sua curadoria de arte local para criar conexões emocionais profundas que fidelizam o cliente moderno através de experiências 360 graus.

Para Thaya Marcondes, CEO do LuxuryLab Global Brasil, a presença de dados tão robustos da Euromonitor nesta edição comemorativa reafirma a importância de São Paulo como o epicentro da inteligência estratégica na região. Marcondes ressalta que “receber esses dados inéditos no palco do LuxuryLab nos permite decodificar com precisão esse novo ecossistema onde a alta tecnologia, a hospitalidade e o propósito se fundem. É a confirmação de que o Brasil não é apenas um mercado consumidor, mas o motor que define os próximos passos do setor de luxo na América Latina”. Ao completar 15 anos, o fórum garante que a inovação e o alto padrão continuem a evoluir de forma sustentável e relevante, antecipando as tendências que dominarão a próxima década.