Finanças

Seguro de vida cresce 21% no Brasil, mas baixa educação financeira ainda afasta famílias da proteção estratégica

20/05/2026 • 17:20

Especialista explica seguro de vida como ferramenta de planejamento financeiro

O seguro de vida cresceu mais de 21% no Brasil em 2024, segundo dados da Fenaprevi e da Superintendência de Seguros Privados (Susep), mas ainda é visto por muitos brasileiros apenas como um produto ligado à morte. Para especialistas, essa percepção limitada está diretamente associada à baixa educação financeira no país — e impede que milhões de famílias se protejam de forma estratégica. Entender o seguro de vida como ferramenta de planejamento pode representar a diferença entre estabilidade e vulnerabilidade financeira em momentos críticos.

Por que o brasileiro ainda rejeita o seguro de vida

A aversão cultural ao tema é histórica. Por décadas, os produtos de proteção foram ofertados quase exclusivamente por bancos — que não são especializados em proteção familiar. “Isso ocorre devido à exposição do brasileiro a produtos de proteção ofertados, principalmente, por bancos, que não são especialistas em proteção familiar. Essa realidade, no entanto, tem mudado com o avanço de seguradoras independentes, que oferecem soluções mais completas”, explica Gustavo Queiroga, especialista em seguros.

Com a chegada de seguradoras independentes e insurtechs ao mercado, esse cenário começa a mudar. Mas a percepção do consumidor ainda precisa se atualizar para aproveitar as novas soluções disponíveis.

Seguro de vida como instrumento de planejamento financeiro

Na prática, o seguro de vida pode ser usado como estratégia em três horizontes distintos. No curto prazo, garante liquidez imediata em caso de imprevistos — acidentes, doenças ou eventos que interrompam a geração de renda. No médio prazo, pode assegurar a continuidade da educação dos filhos. No longo prazo, é uma das ferramentas mais eficientes para sucessão patrimonial.

“Indivíduos que não possuem essa educação estão à deriva, sujeitos a impactos de situações acidentais ou de saúde, que afetam não só a própria vida, mas também a rotina e a vida financeira de quem está ao redor”, alerta Queiroga.

Para o universo do empreendedorismo, o seguro de vida tem ainda uma dimensão adicional: proteger o negócio. Um sócio que morre sem cobertura adequada pode gerar crises de liquidez e disputas societárias que comprometem a continuidade da empresa.

Coberturas em vida: o que poucos conhecem

“O seguro não está ligado apenas ao falecimento. Ele pode cobrir diagnóstico de doenças graves, internações, cirurgias, invalidez e perda de autonomia, oferecendo suporte financeiro em momentos críticos”, ressalta o especialista.

Entre as coberturas disponíveis em vida estão: diagnóstico de doenças graves (como câncer, infarto ou AVC), invalidez por acidente ou doença, diárias hospitalares, auxílio funeral e desemprego involuntário em alguns produtos. Conhecer essas possibilidades transforma radicalmente a relação do consumidor com o produto.

O mercado cresce, mas a cultura ainda é o gargalo

O crescimento de 21% no volume de prêmios de seguro de vida em 2024 é expressivo, mas o Brasil ainda está longe de países como Estados Unidos, Japão e Coreia do Sul, onde o seguro de vida faz parte do planejamento financeiro básico de qualquer família.

“Quem se protege está investindo na tranquilidade. Não se trata apenas de uma despesa, mas da garantia de liquidez financeira para enfrentar períodos difíceis e manter a estabilidade familiar”, resume Queiroga.

No Brasil, o crescimento recente da educação financeira nas redes sociais tem ajudado a mudar esse quadro. Influenciadores, podcasts e cursos online alcançam públicos que jamais discutiram proteção — e esse é um dos motores do crescimento observado no setor de finanças pessoais.

Como avaliar e contratar um seguro de vida adequado

A escolha do produto certo depende de uma análise do perfil: renda, número de dependentes, dívidas, patrimônio e objetivos de longo prazo. Para a maioria das famílias de classe média, um seguro com capital segurado equivalente a 5 a 10 vezes a renda anual é um ponto de partida razoável.

Para empreendedores e profissionais liberais, a proteção por invalidez é frequentemente mais importante do que o capital por morte — já que a renda depende diretamente da capacidade de trabalho do titular.

O mercado de seguros também evoluiu no modelo de distribuição: corretoras independentes, plataformas digitais e insurtechs permitem hoje comparar produtos, simular coberturas e contratar online, com transparência e sem pressão bancária. Essa democratização do acesso é um dos fatores que devem impulsionar o crescimento do setor nos próximos anos.

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