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Economia

Tarifaço dos EUA acende alerta para empresas brasileiras além das exportadoras

12/06/2026 • 09:47

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Tarifas dos EUA expõem riscos para empresas brasileiras

A confirmação de tarifas de até 50% pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros acendeu um alerta que vai além das empresas exportadoras. Segundo levantamento da Confederação Nacional da Indústria, CNI, a medida pode atingir 35,9% das exportações nacionais.

Apesar de o impacto inicial recair sobre companhias que vendem diretamente ao mercado americano, especialistas avaliam que os efeitos podem se espalhar pela cadeia produtiva. Empresas que nunca exportaram também podem sentir reflexos caso dependam de poucos clientes, fornecedores estratégicos ou fontes concentradas de receita.

“Quando uma mudança externa provoca um impacto muito maior do que o esperado, normalmente o problema não começou naquele momento. O que acontece é que a empresa descobre o quanto depende de um cliente, de um fornecedor, de um mercado ou de uma única fonte de receita. A crise não cria essa vulnerabilidade; ela apenas a revela”, afirma Dema Oliveira, CEO da Goshen Land.

Impacto pode alcançar quem não atua no comércio exterior

Uma indústria que depende de componentes importados, por exemplo, pode rever compras, investimentos ou produção diante de uma mudança no cenário internacional. Esse movimento tende a afetar fornecedores locais, prestadores de serviço e parceiros comerciais que não têm relação direta com exportações.

Para Oliveira, o momento exige uma revisão de riscos que muitas empresas deixam em segundo plano. Antes de definir estratégias de proteção, o empresário precisa identificar onde estão os principais pontos de vulnerabilidade do negócio e qual é o grau de dependência da operação em relação a clientes, fornecedores e fontes de receita.

“O primeiro passo é entender o que aconteceria se um dos principais clientes deixasse de comprar amanhã ou se um fornecedor estratégico interrompesse suas atividades. Muitas empresas nunca fizeram esse exercício”, destaca.

Como empresas podem reduzir a exposição

A recomendação é partir de um diagnóstico objetivo sobre a operação. A partir daí, a diversificação de riscos pode envolver novas alternativas de fornecimento, redução da concentração da carteira de clientes e abertura de novas frentes de receita.

Pontos que merecem atenção

  • identificar fornecedores críticos para a continuidade da operação;
  • buscar opções já homologadas para eventual substituição;
  • avaliar a dependência de grandes clientes ou poucos contratos;
  • ampliar a prospecção em segmentos ainda pouco explorados;
  • revisar contratos para aumentar a previsibilidade de receita;
  • calcular o prazo de sobrevivência do negócio sem sua principal fonte de faturamento.

Liquidez ganha peso em cenário de instabilidade

Outro ponto considerado estratégico é a liquidez. Manter reservas financeiras compatíveis com o porte da operação amplia a capacidade de resposta diante de mudanças externas e reduz a necessidade de decisões emergenciais em momentos de pressão.

Mais do que acumular caixa, a orientação é entender por quanto tempo a empresa conseguiria sustentar suas atividades sem sua principal fonte de receita ou diante de uma queda repentina na demanda. Essa resposta ajuda a definir metas mais realistas de capital de giro e cria margem para ajustes sem comprometer a continuidade do negócio.

“O empresário brasileiro já aprendeu a enfrentar crises. O desafio agora é construir negócios capazes de crescer independentemente delas. O mundo está mais imprevisível do que há dez anos, e tudo indica que continuará assim. Nesse contexto, as organizações que terão mais espaço para avançar não serão necessariamente as maiores, mas as que conseguirem manter liberdade de decisão quando o mercado mudar”, conclui.

Sobre a Goshen Land

A Goshen Land atua com empresários e lideranças em processos de expansão de negócios. Fundada por Dema Oliveira, executivo com trajetória em empresas como Samsung e TIM, a empresa informa ter apoiado mais de 600 organizações em seus processos de crescimento somente em 2025, gerando R$ 2 bilhão em receitas entre os negócios atendidos.

A companhia utiliza metodologia própria baseada nas “7 Inteligências da Expansão”. Entre as organizações envolvidas estão Unilever, Claro, TIM, Caixa Econômica Federal e Bradesco.

Este conteúdo de divulgação comercial foi fornecido por Goshen Land e não é de responsabilidade editorial da revistaempreende.com.br.