Taxa Selic hoje: valor atual, próxima reunião do Copom e calendário 2026

A taxa Selic, referência dos juros básicos da economia brasileira, está em 14,25% ao ano. O valor foi definido pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central na reunião de 16 e 17 de junho de 2026, quando a taxa foi reduzida em um movimento de flexibilização gradual da política monetária. A próxima reunião do Copom acontece nos dias 4 e 5 de agosto de 2026.
Mesmo com o corte, o comunicado do comitê manteve tom cauteloso: a inflação segue acima da meta — o IPCA-15 de junho subiu 0,41% — e o cenário internacional permanece cercado de incertezas.
O que é a taxa Selic
A Selic (Sistema Especial de Liquidação e de Custódia) é a taxa básica de juros da economia. Ela serve de referência para todas as demais taxas do país: do rendimento do Tesouro Direto e da poupança ao custo do crédito para famílias e empresas. É o principal instrumento do Banco Central para controlar a inflação — juros mais altos desestimulam o consumo e seguram os preços; juros mais baixos estimulam a atividade econômica.
Calendário do Copom 2026: datas das reuniões
O Copom se reúne a cada 45 dias, sempre em terças e quartas-feiras. As datas de 2026, divulgadas pelo Banco Central, são:
- 27 e 28 de janeiro
- 17 e 18 de março
- 28 e 29 de abril
- 16 e 17 de junho
- 4 e 5 de agosto
- 15 e 16 de setembro
- 3 e 4 de novembro
- 8 e 9 de dezembro
A decisão sobre a Selic é anunciada sempre no segundo dia de reunião, após o fechamento do mercado, e a ata é publicada na terça-feira seguinte.
Como a Selic afeta o seu bolso
Com a Selic em 14,25% ao ano, aplicações pós-fixadas como Tesouro Selic, CDBs atrelados ao CDI e fundos DI seguem entre as mais rentáveis da renda fixa, ainda pagando bem acima da inflação. Na outra ponta, o crédito continua caro: financiamentos, empréstimos pessoais e o rotativo do cartão tendem a recuar apenas gradualmente conforme o ciclo de cortes avança. Para empresas, o custo de capital elevado ainda pesa sobre decisões de investimento e expansão.
O que esperar das próximas reuniões
Analistas de mercado projetam continuidade do ciclo gradual de queda dos juros ao longo do segundo semestre, com a Selic podendo encerrar 2026 próxima de 13,50% ao ano, desde que a inflação siga em trajetória de convergência para a meta. O ritmo, porém, dependerá dos próximos indicadores de preços e do ambiente externo.
Esta página é atualizada pela redação da Revista Empreende após cada reunião do Copom.