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Notícias Corporativas

Setor de mineração ignora um dos maiores custos da produção

Publicado em 18/08/2026 • 00:00 | Atualizado em 19/08/2026 • 04:00

Setor de mineração ignora um dos maiores custos da produção
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A Exposibram, um dos principais eventos do setor de mineração do país, acontece de 24 a 27 de agosto, no Expominas, em Belo Horizonte, e deve reunir discussões sobre um problema recorrente nas plantas industriais: a baixa atenção dada à gestão energética em operações de alta complexidade.

A energia é, segundo especialistas do setor de medição e automação industrial, um dos insumos mais caros de uma planta de mineração e, ao mesmo tempo, um dos que recebe menos atenção no dia a dia das operações. A avaliação é de Amauri de Oliveira, Chairman & CTO da Metrum, empresa brasileira com mais de 20 anos de atuação em medição, gestão e automação de energia.

De acordo com Oliveira, o problema está na natureza do desperdício energético, que não é visível como outras perdas de processo. "Uma máquina pode estar consumindo 100 quando poderia consumir 70, e isso não aparece para ninguém", afirma o executivo, citando como exemplo plantas com equipes numerosas dedicadas ao monitoramento de insumos minerais e poucos profissionais voltados à gestão de energia.

Um dos casos mais comuns, segundo ele, ocorre durante manutenções emergenciais, quando um motor de maior potência é instalado no lugar do equipamento original por falta de disponibilidade no almoxarifado. A substituição resolve o problema imediato de produção, mas o motor superdimensionado costuma permanecer em operação por meses ou anos, consumindo energia muito acima do necessário sem que a situação seja identificada.

O executivo defende a criação de comitês internos dedicados à gestão energética, com atuação independente das equipes de manutenção e produção. Segundo ele, esse grupo deve instalar e manter medidores, organizar bases de dados e cruzar informações de consumo com variáveis como mudanças no processo produtivo e condições meteorológicas, em vez de analisar apenas o valor total da conta de energia ao final do mês.

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Oliveira também aponta a arquitetura de dados como um ponto crítico desde a concepção dos projetos de energia, área que frequentemente é especificada sem o domínio necessário do setor elétrico. Segundo ele, menos de 10% dos dados gerados por um sistema de energia são usados em relatórios de rotina, enquanto o restante é essencial para a análise de situações críticas, como interrupções que afetam múltiplas plantas simultaneamente.

No caso de minerais de terras raras, processos frequentemente que frequentemente envolvem etapas eletrolíticas tornam a gestão energética uma condição de viabilidade da operação, e não apenas uma questão de eficiência, já que uma interrupção no meio do processo pode resultar na perda do equipamento.

"Existe uma frase do grupo de energia da ONU que resume bem isso: a eficiência é considerada uma das maiores fontes de energia do mundo, e o quilowatt mais limpo é aquele que não foi usado", destaca Oliveira, ao comentar a mudança de mentalidade necessária no setor.

A Metrum atua nos mercados de energia, indústria e data center, do projeto ao comissionamento, seguindo os padrões de qualidade dos órgãos reguladores e investindo continuamente no desenvolvimento de pessoas e em pesquisa. A empresa estará presente com um estande na Exposibram 2026 com soluções voltadas à mineração, reforçando o debate sobre o tema durante o evento.

Sobre a Metrum

A Metrum é uma empresa brasileira provedora de soluções completas de medição, gestão e automação da energia para empresas de energia e médios e grandes consumidores. Com presença global estratégica há mais de 20 anos, atua nos mercados de energia, indústria e data centers, seguindo os padrões de qualidade dos órgãos reguladores e investindo continuamente em pessoas e pesquisa e desenvolvimento.

Mais informações disponíveis em www.memt.com.br.

Este conteúdo de divulgação comercial foi fornecido por DINO e não é de responsabilidade editorial da revistaempreende.com.br.