Australian Open debate expansão global no Sport Insider da N Sports

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A expansão internacional da marca Australian Open abriu a terceira temporada do Sport Insider, que estreou em 23 de outubro nas plataformas da N Sports. Em entrevista a Rodrigo Capelo e Felipe Lobo, André Sá e Roddy Campbell, diretores da Tennis Australia, explicaram como o torneio busca manter sua relevância ao longo de todo o ano e ampliar a base de fãs e os negócios fora da Austrália.
O episódio tem uma hora e integra uma temporada de 20 programas. Segundo a divulgação da N Sports, a 116ª edição do Australian Open está prevista para 11 a 31 de janeiro de 2027. O comunicado aponta a expectativa de participação de João Fonseca, cuja recuperação física e mental após o encerramento da temporada de 2026 é citada como preparação para o Grand Slam.
Australian Open tem 95% da audiência televisiva fora da Austrália
“O Australian Open tem 95% de sua audiência televisiva fora da Austrália. Hoje temos contratos de transmissão com mais de 200 países”, informa Campbell, diretor de parcerias e negócios internacionais.
Para alcançar esse público, a Tennis Australia combina eventos de relacionamento, clínicas de tênis, turnês, ações para a imprensa e conteúdos em diferentes plataformas. A estratégia inclui influenciadores locais e globais, impulsionamento digital adaptado a cada região, interação com ídolos da modalidade e ativações de patrocinadores durante o ano.
Os torneios juvenis também fazem parte da expansão. O Australian Open Junior Series teve uma etapa brasileira em São Paulo em outubro. Após mais de dez anos de atuação na China e uma presença consolidada na Ásia-Pacífico, a organização volta suas atenções à América do Sul.
Brasil ganha importância com o interesse por João Fonseca
André Sá, ex-tenista brasileiro e diretor de relacionamento, aponta João Fonseca como um dos motivos para o Brasil figurar entre os mercados prioritários.
“João é um dos atletas que mais trazem espectadores para as transmissões e geram muitas impressões nas redes sociais. É um talento muito jovem que já mostrou grande feitos e tem tudo para ser um grande campeão como Guga e outros ídolos”, observa Sá.
“Hoje, o sarrafo subiu, os atletas para figurar no topo, precisam ser versáteis em todas as superfícies. O tênis moderno exige esta consistência em um calendário cada vez mais extenso”, avalia.
Atletas participam da transformação da experiência do torneio
Sá atua na interlocução entre jogadores, treinadores, empresários de atletas e executivos do Grand Slam. Uma de suas tarefas é explicar as mudanças na apresentação e no consumo do tênis.
“Como o consumo do esporte, e do tênis, mudou nos últimos anos, temos o desafio de fazer os atletas compreenderem as adaptações que são feitas para atualizar o torneio. Antes não havia painéis de LED, DJs interagindo com o público, movimentação dos torcedores entre os ‘games’, entrada teatral dos atletas em quadra, acesso a mais imagens dos bastidores. Hoje tudo isso acontece”, comenta.
“Cabe a nós também discutir com os atletas como podem espontaneamente contribuir com conteúdos digitais. O AO foi responsável por consolidar a cultura da entrevista pós-jogo em quadra, seja qual for o jogo, em todas as categorias. Penso que os atletas estão mais conscientes de seu papel nesse ecossistema, de sua atuação como ídolos, até mais do que em outros esportes”, completa Sá.
Direitos de mídia, patrocínios e hospitalidade dividem as receitas
Campbell explica que as receitas do Australian Open se distribuem, com pequenas variações entre temporadas, em três partes aproximadamente iguais: direitos de mídia, patrocínios e hospitalidade. Esse último grupo inclui ingressos e a experiência dos fãs nos torneios.
“Para o AO funcionar, a contrapartida do governo da Australia é fundamental em áreas como marketing, infraestrutura, segurança e eventos promocionais. Sempre medimos o impacto dos torneios na economia das cidades como Melbourne, Brisbane e Adelaide, o retorno para a hotelaria e a gastronomia locais”, esclarece Campbell.
A Tennis Australia é o órgão regulador e proprietário do Australian Open e de outros torneios da região, incluindo Brisbane e Adelaide. A proposta descrita na entrevista é conectar a expansão da marca a resultados para patrocinadores, cidades e negócios ligados ao evento.
Onde assistir ao Sport Insider
A terceira temporada vai ao ar às sextas-feiras, a partir das 18h, no YouTube, na Fast TV e na TV por assinatura da N Sports, além de Spotify e Deezer. O episódio completo sobre o Australian Open está disponível no YouTube.
Com trajetória iniciada em 2018, a N Sports informa ter coberto mais de 50 modalidades esportivas e alcançar dezenas de milhões de fãs. Desde junho de 2025, passa por reformulação sob a direção da nova sócia Ola Sports, holding voltada à aquisição de ativos de transmissão esportiva. A emissora declara presença no YouTube e em 29 plataformas e operadoras, incluindo Claro TV (566), Vivo TV (567), SKY+, Oi TV (171), Zapping (24), Samsung TV Plus (2309), LG Channels (801), TCL (10014), VIDAA e Roku TV (263), além de serviços de IPTV.
Leia também: Como o marketing de influência vai além da publicidade.
Este conteúdo de divulgação foi fornecido pela Comunicação da N Sports. As informações e declarações são de responsabilidade da fonte e não representam necessariamente a posição editorial da Revista Empreende.