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Economia

Conflito no Estreito de Ormuz pode interromper a internet e travar o sistema financeiro do Brasil, alerta especialista

Publicado em 20/05/2026 • 17:18 | Atualizado em 28/06/2026 • 20:04

Especialista alerta sobre risco de conflito no Estreito de Ormuz para a infraestrutura digital brasileira
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Um conflito no Estreito de Ormuz — região estratégica do Oriente Médio por onde passa boa parte do petróleo mundial — poderia ter consequências diretas e imprevisíveis para o Brasil. Não apenas no preço dos combustíveis, mas na infraestrutura de internet e no sistema financeiro nacional. O alerta é do especialista Leonardo Cardoso, Diretor de Relações Institucionais da TI Safe, empresa pioneira em cibersegurança de infraestruturas críticas no Brasil.

Cabos submarinos: o elo mais frágil da internet global

A internet que usamos todos os dias depende, em sua maior parte, de cabos submarinos de fibra ótica que correm pelo fundo dos oceanos. Esses cabos conectam continentes, transportam dados bancários, comunicações corporativas, transações financeiras e praticamente tudo o que circula pela rede global.

O Estreito de Ormuz é uma das regiões onde esses cabos passam — e onde qualquer conflito armado poderia danificá-los ou interrompê-los. Diferentemente dos satélites, que cobrem apenas uma fração do tráfego de dados, os cabos submarinos carregam mais de 95% de todo o tráfego da internet mundial.

“A dependência global dos cabos submarinos de fibra ótica cria uma vulnerabilidade estrutural que poucos governos e empresas levam a sério”, alerta Cardoso. “Um incidente nessa região poderia afetar a conectividade de dezenas de países, incluindo o Brasil.”

O impacto no sistema financeiro brasileiro

Para o sistema financeiro nacional, a interrupção de cabos submarinos seria especialmente crítica. Transações interbancárias, operações no mercado de câmbio, liquidações de bolsa e até o sistema de pagamentos instantâneos (Pix) dependem de conectividade estável com servidores e sistemas internacionais.

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Em um cenário de degradação severa da conectividade, bancos e fintechs teriam que ativar planos de contingência — e nem todas estariam preparadas. O impacto para as empresas que dependem de transações em tempo real seria imediato e potencialmente bilionário.

Para o universo do empreendedorismo digital — e-commerces, plataformas SaaS, marketplaces —, a dependência de conectividade é total. Uma interrupção de horas pode significar perda de vendas, clientes e reputação.

O que as empresas podem fazer agora

A boa notícia é que existem medidas concretas de mitigação. O primeiro passo é o mapeamento de dependências: entender quais sistemas e processos críticos do negócio dependem de conectividade internacional e o que acontece se ela for interrompida.

O segundo passo é a redundância: contratar links de diferentes operadoras, que utilizam rotas diferentes de cabos submarinos, reduz o risco de uma falha total. Planos de contingência com operação em modo offline ou com dados armazenados localmente também são estratégias válidas.

O terceiro passo é o treinamento: equipes de TI e segurança precisam saber como agir em cenários de degradação de conectividade — e essa é uma habilidade que precisa ser exercitada antes da crise, não durante ela.

Cibersegurança de infraestrutura crítica: um tema urgente

A TI Safe, empresa de Cardoso, atua especificamente no segmento de segurança de infraestruturas críticas — energia elétrica, água, telecomunicações e sistemas financeiros. É um nicho que ganhou atenção crescente nos últimos anos, à medida que ataques cibernéticos e eventos geopolíticos demonstraram a vulnerabilidade de sistemas que antes pareciam invulneráveis.

O setor de tecnologia de segurança para infraestruturas críticas deve crescer significativamente nos próximos anos, impulsionado tanto pela demanda privada quanto por regulações governamentais mais rigorosas. O Estreito de Ormuz pode estar do outro lado do mundo — mas suas consequências podem chegar muito perto de qualquer empresa brasileira conectada à internet.

Este conteúdo de divulgação comercial foi fornecido por IDEE Corporativa / TI Safe e não é de responsabilidade editorial da revistaempreende.com.br.