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 Dexco registra EBITDA de R$ 547 milhões no 2T26, com avanço na geração de caixa e desalavancagem

05/08/2026 • 20:28

Dexco registrou evolução em todas as divisões de negócios (Divulgação)
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Receita cresce 5,2%, com destaque para o avanço dos resultados de todas as divisões de negócios

A Dexco encerrou o segundo trimestre de 2026 com EBITDA ajustado e recorrente de R$ 547 milhões, alta de 23,6% na comparação anual. A receita líquida alcançou R$ 2,23 bilhões, crescimento de 5,2%. O resultado reflete a evolução operacional em todas as divisões de negócios da companhia, sustentada por iniciativas de produtividade, disciplina comercial, gestão de custos e foco na captura de valor, em um ambiente de mercado ainda desafiador.

“O trimestre reforça a consistência da execução do nosso plano. O mercado não apresentou melhora relevante, mas seguimos avançando por meio de iniciativas sob nosso controle, com ganhos de eficiência e foco na geração de caixa e na redução da alavancagem”, afirma Raul Guaragna, CEO da Dexco.

A companhia registrou lucro líquido recorrente de R$ 34 milhões no trimestre, enquanto a margem EBITDA atingiu 24,5%, um avanço de 3,6 pontos percentuais em relação ao 2T25. Considerando apenas as operações da Dexco, o resultado líquido apresentou melhora significativa em relação ao mesmo período do ano anterior, refletindo a evolução operacional dos negócios. O desempenho consolidado foi influenciado pelo resultado da LD Celulose, que operou com elevada eficiência operacional, contudo, em um ambiente de preços mais baixos para a celulose solúvel e de valorização do real frente ao dólar.

A evolução da geração de caixa foi um dos principais destaques do trimestre. No primeiro semestre de 2026, a Dexco registrou fluxo de caixa operacional de R$ 682 milhões e fluxo de caixa livre total de R$ 356 milhões, resultado impulsionado pela melhora do EBITDA, pela redução estrutural do capital de giro e pela disciplina na alocação de capital. A relação dívida líquida/EBITDA encerrou o trimestre em 2,72 vezes, uma redução de 0,27 vez em relação ao trimestre anterior e de 0,67 vez na comparação com o 2T25.

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“A combinação entre evolução operacional, disciplina de capital de giro e investimentos equilibrados permitiu acelerar o processo de desalavancagem e fortalecer ainda mais a estrutura financeira da companhia”, reforça Lucianna Raffaini, CFO da Dexco.

Divisão Madeira, com as marcas Duratex e Durafloor, apresentou receita líquida recorrente de R$ 1,57 bilhão, um crescimento de 9,6% em relação ao 2T25 e EBITDA de R$ 485 milhões, alta de 13,4%. O sólido resultado foi sustentado pela estabilidade da demanda no mercado interno, bom desempenho das unidades e pelos ganhos de produtividade. Mesmo diante da pressão de custos decorrente da alta de insumos ligados ao petróleo, a companhia compensou parte desse impacto por meio de controle de despesas e melhor aproveitamento de seus ativos florestais.

A Divisão de Metais e Louças, representada pela marca Deca, registrou EBITDA ajustado e recorrente de R$ 56 milhões no trimestre e margem de 11,8%, refletindo a estratégia de priorização da rentabilidade, apoiada por reajustes de preços, evolução do mix de produtos e ganhos de eficiência operacional, mesmo em um cenário de pressão de custos, especialmente do cobre.

“Seguimos atentos ao comportamento da demanda. Mesmo em um ambiente de demanda ainda sensível, estamos avançando na recuperação da rentabilidade e na construção de uma operação mais eficiente”, afirma Raffaini.

Divisão de Revestimentos, representada pelas marcas Ceusa, Portinari e Castelatto, registrou EBITDA ajustado e recorrente de R$ 7 milhões, ainda inserida em um ambiente setorial desafiador, marcado por retração de demanda e pressão de preços. Apesar disso, houve melhora nas margens operacionais, avanço em produtividade e recuperação da rentabilidade, resultado do controle de despesas e da maior eficiência industrial.

Já a LD Celulose registrou EBITDA ajustado e recorrente de R$ 339 milhões no trimestre (100% da operação), com margem EBITDA de 47,4%. Os volumes permaneceram resilientes, contudo, os resultados foram influenciados pela redução dos preços internacionais da celulose solúvel e dos efeitos cambiais, sem impacto sobre o desempenho operacional da operação.

Gestão estratégica e investimentos

A agenda de gestão de capital permaneceu como prioridade no trimestre. No 2T26, a Dexco manteve uma estrutura de capital equilibrada, com prazo médio de aproximadamente 5,1 anos para suas obrigações financeiras e custo médio de 104,4% do CDI, preservando o equilíbrio entre compromissos de curto e longo prazo.


“A companhia segue focada na execução de seu plano de transformação. Os resultados do trimestre refletem a continuidade da execução das prioridades estratégicas, com foco em geração de caixa, desalavancagem e captura de ganhos de eficiência operacional, mantendo atenção ao cenário macroeconômico e geopolítico e aos seus potenciais impactos sobre custos e demanda”, conclui Raul Guaragna, CEO da Dexco.