Empregos flexíveis somam 29,1% das vagas formais criadas até maio de 2026

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As modalidades flexíveis de contratação responderam por 29,1% do saldo positivo de empregos formais do Brasil entre janeiro e maio de 2026. Dados do Novo Caged citados no material mostram que o país criou 767.326 postos no período, dos quais 223.425 foram registrados em vínculos considerados não típicos pelo Ministério do Trabalho.
O grupo inclui trabalho temporário, aprendizagem, contrato intermitente, jornada parcial e outros modelos específicos previstos na legislação. A contratação por prazo indeterminado continua predominante, mas as alternativas flexíveis ganharam participação na formação das equipes.
Ritmo de criação de vagas perdeu força
O saldo mensal chegou a 268.228 empregos em fevereiro e 228.924 em março. Depois, caiu para 79.526 vagas em abril e 72.960 em maio, menor resultado para esse mês desde 2020.
Apesar da desaceleração, o mercado manteve grande movimentação. Entre janeiro e maio, foram registradas 11,7 milhões de admissões e 10,9 milhões de desligamentos. Em maio, 5,27 milhões de trabalhadores estavam em vínculos classificados como não típicos.
Para Renato Mendes, CEO da Mendes Talent, a expansão desses modelos reflete decisões mais criteriosas das empresas. A avaliação é que organizações passaram a combinar diferentes tipos de contrato conforme a demanda de cada operação, o prazo dos projetos e a necessidade de ampliar equipes com agilidade.
Trabalho temporário mantém espaço
A Associação Brasileira do Trabalho Temporário (ASSERTTEM) estimou cerca de 600 mil contratos temporários entre abril e junho de 2026, volume semelhante ao registrado no segundo trimestre do ano anterior. Aproximadamente 20% desses trabalhadores são efetivados ao fim do contrato, segundo a entidade.
O cenário aumenta a importância do planejamento da força de trabalho pelas áreas de Recursos Humanos. Além de preencher vagas, as equipes precisam definir quais competências serão necessárias, escolher o modelo de vínculo adequado e reduzir o intervalo entre a abertura da posição e a entrada do profissional.
A tendência, segundo a análise apresentada, é que a contratação flexível continue crescendo sem substituir os vínculos tradicionais. Esses formatos devem ser usados principalmente para responder a oscilações de demanda, projetos específicos e necessidades sazonais.
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