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Economia

Exportações do Brasil aos EUA sobem 31,9% em setembro, mas caem no ano

12/10/2026 • 14:33

Exportações do Brasil aos EUA sobem 31,9% em setembro, mas caem no anoIlustração gerada por IA / Revista Empreende
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Vendas chegaram a US$ 3,52 bilhões no mês; de janeiro a setembro, somaram US$ 27,46 bilhões, queda de 6,5% frente ao mesmo período de 2025.

As exportações brasileiras para os Estados Unidos somaram US$ 3,52 bilhões em setembro de 2026, alta de 31,9% em relação ao mesmo mês de 2025. Apesar do avanço mensal, as vendas ao mercado americano acumulam queda de 6,5% entre janeiro e setembro, para US$ 27,46 bilhões, segundo os dados consolidados da balança comercial divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços.

O desempenho de setembro ocorreu depois de um período de retração no fluxo bilateral. No acumulado dos nove primeiros meses de 2026, o Brasil exportou US$ 1,91 bilhão a menos aos Estados Unidos do que no mesmo intervalo do ano anterior. O país continua como o segundo maior destino das exportações brasileiras, atrás da China, mas sua participação no total embarcado pelo Brasil caiu de 11,39% para 9,65% na comparação anual.

Setembro melhora resultado mensal, mas não reverte queda acumulada

Em setembro, os Estados Unidos responderam por 10,22% das exportações brasileiras e ficaram novamente na segunda posição entre os destinos dos produtos nacionais. O valor de US$ 3,52 bilhões superou os US$ 2,67 bilhões registrados em setembro de 2025, uma diferença de cerca de US$ 850 milhões.

Na comparação com o resultado geral do comércio exterior, o contraste é relevante. As exportações brasileiras totais cresceram 12,9% em setembro, alcançando US$ 34,42 bilhões. De janeiro a setembro, o país vendeu US$ 284,65 bilhões ao exterior, alta de 10,4%. Enquanto o total das vendas externas avançou, os embarques ao mercado americano seguiram em terreno negativo no acumulado do ano.

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A indústria de transformação concentrou US$ 3,06 bilhões das exportações brasileiras aos Estados Unidos em setembro, o equivalente a 86,9% do total enviado ao país. O segmento avançou 36,1% na comparação anual do mês. A agropecuária exportou US$ 256,7 milhões, crescimento de 86,2%, enquanto a indústria extrativa somou US$ 186,7 milhões, queda de 31,3%.

Importações também cresceram em setembro

No sentido inverso, as importações brasileiras de produtos americanos chegaram a US$ 4,43 bilhões em setembro, alta de 2,1% ante setembro de 2025. Como as compras superaram as vendas, a balança comercial bilateral fechou o mês com déficit brasileiro de US$ 910 milhões.

A corrente de comércio entre os dois países — soma de exportações e importações — alcançou US$ 7,94 bilhões no mês, expansão de 13,5% em relação a setembro do ano anterior. O resultado mensal mostra recuperação nos dois fluxos, mas em ritmos muito distintos: as exportações brasileiras cresceram 31,9%, enquanto as importações avançaram 2,1%.

De janeiro a setembro, as importações originadas dos Estados Unidos totalizaram US$ 31,79 bilhões, queda de 7,1% na comparação anual. O déficit brasileiro no período foi de US$ 4,33 bilhões, ante um saldo negativo ainda maior no mesmo intervalo de 2025. A corrente de comércio bilateral somou US$ 59,26 bilhões e recuou 6,8%.

Posição dos Estados Unidos no comércio brasileiro

Os Estados Unidos mantiveram a segunda colocação tanto entre os destinos das exportações brasileiras quanto entre as origens das importações no acumulado até setembro. Nas exportações, o país recebeu US$ 27,46 bilhões, atrás dos US$ 84,68 bilhões enviados à China. Nas importações, os Estados Unidos forneceram US$ 31,79 bilhões ao Brasil, também na segunda posição, após a China.

Os números detalhados por país, mês e setor estão disponíveis na base de resultados consolidados do MDIC, alimentada com estatísticas do Comex Stat. A Amcham Brasil publicou em 9 de outubro uma edição do Monitor do Comércio Brasil-EUA sobre o desempenho de setembro.

Leitura para empresas exportadoras

O avanço pontual de setembro reduz parte da diferença acumulada, mas ainda não altera a fotografia dos nove primeiros meses de 2026: as vendas brasileiras ao principal mercado industrial do país encolheram enquanto as exportações totais cresceram. Para empresas com presença nos Estados Unidos, a comparação entre o resultado mensal e o acumulado reforça a necessidade de acompanhar não apenas o valor embarcado, mas a trajetória dos pedidos, dos setores atendidos e da participação do mercado americano na estratégia internacional.

Este conteúdo de divulgação comercial foi fornecido por Amcham Brasil e não é de responsabilidade editorial da revistaempreende.com.br.