Pesquisa irá analisar o protótipo operacional Hyper Transfer, capaz de transportar carga e passageiros em uma velocidade estimada em até 620 km/h
A Hyperloop Transportation Technologies (“HyperloopTT”), empresa líder global em transporte e licenciamento da tecnologia hyperloop, anuncia o início do estudo de viabilidade do modal na Itália. A companhia foi escolhida para fornecer tecnologia e design ao projeto pela joint venture de importantes indústrias italianas, Webuild e Leonardo, vencedoras da licitação na região.
Chamado de ‘Hyper Transfer’, o projeto prevê um trecho de aproximadamente 10 km entre o leste de Pádua e Veneza. A previsão de conclusão do estudo de viabilidade, com valor total atribuído de 4 milhões de euros, é de um ano. Ele foi encomendado pela Concessioni Autostradali Venete (CAV), operadora rodoviária regional da Itália, e possui um cronograma para estudar, selecionar, planejar e então implementar a solução de alta velocidade e sustentável. Além da CAV, a pesquisa ainda é financiada pela Região do Veneto e pelo Ministério das Infraestruturas e Transportes da Itália.
Segundo o CEO da HyperloopTT, Andrés De León, este é o momento para o qual a empresa tem trabalhado desde a sua fundação, em 2013. “Agradecemos às entidades italianas pela visão e compromisso com a inovação sustentável. Fizemos parcerias com algumas das melhores empresas de engenharia e transporte do mundo, todas com raízes profundas na região, e acreditamos que esse passo em direção ao futuro pode inspirar outras nações. Estamos ansiosos para trazer este primeiro de muitos sistemas hyperloop que chegarão ao mundo”, declara.
O hyperloop
O hyperloop é um sistema de transporte baseado em tubo que transporta pessoas e carga em velocidade de avião, de forma segura, eficiente e sustentável. A baixa pressão no interior do túnel reduz o atrito e as cápsulas podem chegar a uma velocidade de até 1.200 km/h, graças aos sistemas de propulsão e levitação magnética.
Ao agregar soluções renováveis, o sistema garante uma mobilidade sustentável com baixo consumo de energia. A sua implementação contribuiria para a redução do tráfego rodoviário intenso, com benefícios para a segurança rodoviária e em termos de redução das emissões de CO2.
Quando implementados, os hyperloops ainda promoverão uma expansão econômica generalizada em todas as regiões conectadas, já que reduziria os tempos de viagem entre os centros das cidades de horas para minutos, melhorando as interconexões entre os sistemas de transporte e os centros urbanos.
Contexto no Brasil
No Brasil, a empresa realizou um estudo de viabilidade, em parceria com o Governo do Estado do Rio Grande do Sul e a UFRGS, para conectar Porto Alegre a Caxias do Sul, na Serra Gaúcha, passando pelas cidades de Novo Hamburgo e Gramado, em menos de 20 minutos. Hoje, esse trajeto de 135km leva duas horas de carro. O estudo foi o primeiro sobre o modal em toda a América Latina e apontou viabilidade técnica, financeira e ambiental. No momento, encontra-se em fase de licenciamento ambiental, com o apoio da consultoria Ecossis Soluções Ambientais.
A HyperloopTT também firmou uma parceria com a EGA Group, uma das operadoras portuárias com maior movimentação de cargas no Brasil, e o Laboratório de Transportes e Logística da Universidade Federal de Santa Catarina (LabTrans/UFSC), que desde 1998 vem trabalhando com projetos de transportes e de logística nas esferas pública e privada. O propósito é a realização de um estudo de viabilidade do HyperPort – solução logística capaz de transportar contêineres em velocidade de avião, otimizando um dos setores mais importantes da economia. Ao todo, a empresa possui acordos com dez governos ao redor do mundo.
Para o Diretor LATAM da HyperloopTT, Ricardo Penzin, ter um conglomerado de empresas respeitadas junto com o Governo da Itália dispostos a colocar em prática o primeiro hyperloop da história da humanidade é uma grande validação e abre os caminhos para o avanço do projeto também no Brasil.
“A Itália, inclusive, tem espaço territorial um pouco maior do que o estado do Rio Grande do Sul, então a gente consegue relacionar e imaginar o que significaria um sistema como esse aqui no Brasil. Ao mesmo tempo, entendo a descrença em um novo meio de transporte em um país que mal consegue manter suas estradas, mas faço uma provocação para os players nacionais: tenham curiosidade e se antecipem na adoção de uma tecnologia que transporta tanto pessoas quanto carga e traz uma pauta de sustentabilidade tão forte e necessária para o setor”, diz Penzin.
“Tornar o hyperloop uma realidade nacional é um trabalho de muitas mãos, investimentos, colaboração, troca de experiências e amor pelo país. No momento, estamos mirando parceiros e investidores que de fato tenham interesse em fazer parte desta mudança de paradigma e que acreditem em inovação disruptiva”, acrescenta.
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Por FirstCom Comunicação
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