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Carreira

IA em processos seletivos pode excluir profissionais qualificados antes da entrevista

16/06/2026 • 21:10

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A inteligência artificial vem transformando os processos de recrutamento e seleção ao permitir que empresas analisem um grande volume de currículos em menos tempo. No entanto, quando combinada a critérios rígidos, vieses e exigências excessivas, a tecnologia também pode contribuir para que profissionais qualificados sejam eliminados antes mesmo de uma avaliação mais aprofundada.

Embora a tecnologia tenha ampliado a eficiência dos processos seletivos, seu uso exige atenção. Sistemas automatizados tendem a seguir exatamente os critérios definidos pelas empresas. Por isso, a revisão de processos e exigências antes da implementação dessas ferramentas é considerada uma etapa importante. Quando os critérios são excessivos ou muito específicos, aumenta o risco de excluir candidatos com potencial para a função.

Critérios rígidos podem limitar o acesso a talentos

Para Flávia Mentone, CEO da Reponto, empresa especializada em recrutamento e seleção de pessoas com deficiência, muitas organizações ainda estruturam suas vagas com foco em trajetórias profissionais padronizadas e critérios muito específicos, sem priorizar nos filtros os requisitos realmente necessários para o desempenho da função.

“Muitas vezes, a vaga é construída com uma lista extensa de requisitos, reunindo diversas qualificações ao mesmo tempo, muitas delas além do que realmente será exigido na rotina da função. Isso torna o processo mais restritivo do que o necessário. Nem sempre quem atende a todos os critérios será a melhor contratação”, afirma.

Além de impactar os candidatos, essas barreiras também afetam as próprias empresas. Ao restringir excessivamente os filtros de seleção, as organizações reduzem seu universo de talentos e dificultam o preenchimento das vagas. Na prática, isso pode prolongar os processos seletivos, aumentar os custos de contratação e fazer com que profissionais qualificados sejam descartados ainda nas etapas iniciais.

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Impacto pode ser maior para pessoas com deficiência

Segundo Flávia, esse cenário pode ser ainda mais desafiador para grupos que historicamente enfrentam obstáculos de acesso ao mercado de trabalho, como as pessoas com deficiência. Na prática, a implementação de ferramentas de IA exige testes e validações constantes para garantir acessibilidade e inclusão em todas as etapas do processo seletivo.

“A tecnologia pode ajudar a tornar os processos seletivos mais ágeis e estratégicos, principalmente quando falamos de triagem e organização de candidaturas. Mas ela não pode substituir o olhar humano. Os dados e as ferramentas digitais contribuem para a tomada de decisão, porém é fundamental que as empresas também avaliem potencial, competências e diferentes trajetórias profissionais”, explica.

Como empresas podem revisar seus processos seletivos

Para organizações que desejam revisar seus processos de recrutamento e ampliar o acesso a talentos, a especialista destaca alguns pontos de atenção:

  • Revise os requisitos das vagas: diferencie as competências realmente indispensáveis daquelas que podem ser desenvolvidas após a contratação.
  • Simplifique etapas desnecessárias: processos muito longos podem gerar desistências e prejudicar a experiência dos candidatos.
  • Utilize dados de forma estratégica: indicadores ajudam a identificar em quais etapas determinados grupos estão sendo excluídos ou enfrentando mais dificuldades.
  • Combine tecnologia e olhar humano: ferramentas automatizadas devem apoiar a tomada de decisão, mas não substituir a avaliação de aspectos como interesse, capacidade de aprendizado e potencial de desenvolvimento dos candidatos.

“Quando a empresa revisa seus critérios e amplia o olhar sobre os talentos disponíveis, aumenta significativamente as chances de encontrar profissionais alinhados às necessidades da vaga. Muitas vezes, o talento que a organização procura está ficando de fora por causa de barreiras que poderiam ser revistas”, conclui Flávia Mentone.

Sobre Flávia Mentone

Flávia é especialista em inclusão de pessoas com deficiência no mercado de trabalho. Ela fundou a Reponto com o propósito de transformar a inclusão profissional de forma significativa, criando metodologias próprias para recrutamento e seleção. Ela já impactou a vida de mais de 5 mil pessoas com deficiência ao longo de sua trajetória profissional e ajudou grandes empresas a adotarem práticas inclusivas efetivas.

Sobre a Reponto

A Reponto é uma empresa especializada na jornada de atração e retenção de Pessoas com Deficiência em todo o Brasil. Com foco na experiência do candidato e no suporte às empresas, oferece recrutamento e seleção, consultoria personalizada e programas de retenção para uma inclusão efetiva e sustentável no mercado de trabalho. A organização conta com o Selo de Acessibilidade Digital, emitido pela SMPED da Prefeitura de São Paulo, reafirmando seu compromisso com a comunicação acessível e sem barreiras.

Este conteúdo de divulgação comercial foi fornecido por Reponto e não é de responsabilidade editorial da revistaempreende.com.br.