As ferrovias da Grã-Bretanha registraram quase 25 mil agressões em 2025-26, alta anual de 20% e o maior patamar da série do Office of Rail and Road, iniciada em 2004. Passageiros e outros membros do público foram alvo de 13.464 ocorrências, avanço de 36%. Entre trabalhadores ferroviários, foram relatados 11.289 casos, aumento de 12%; a maioria envolveu abuso verbal, mas quase 2.500 episódios foram físicos. Os registros de assédio cresceram 52%, enquanto os de agressão comum subiram 30%. Sindicatos defendem mais funcionários, policiamento e proteção legal, além do fim do trabalho solitário. Parte do crescimento pode refletir maior notificação e campanhas de tolerância zero no transporte público.
Principais fatos e números
- O total de agressões relatadas aumentou 20% em 2025-26.
- Foram registradas 13.464 agressões contra passageiros e outros membros do público.
- As ocorrências envolvendo trabalhadores ferroviários chegaram a 11.289.
- Quase 2.500 agressões contra funcionários foram físicas.
- Os relatos de assédio cresceram 52% em relação ao ano anterior.
- O Office of Rail and Road acompanha esses dados desde 2004.
Por que isso importa para empresários e investidores
A escalada dos registros amplia riscos operacionais para empresas ferroviárias, prestadores de serviços e negócios instalados em estações. Reforço de equipes, treinamento, vigilância e protocolos contra violência podem elevar custos, mas também reduzir afastamentos, interrupções e exposição jurídica e reputacional. Para investidores e executivos, os dados indicam pressão potencial por mais recursos destinados à segurança e ao policiamento do sistema. A dimensão real da deterioração, porém, permanece incerta: o próprio levantamento admite que parte da alta pode decorrer de maior disposição para denunciar ocorrências e de campanhas de tolerância zero.
