O regulador australiano ASIC reportou um aumento acentuado de golpes de investimento que usam deepfakes e imagens geradas por IA para imitar figuras públicas e atrair vítimas. Nos últimos 12 meses a agência removeu 19.400 anúncios e páginas fraudulentas — um crescimento de 182% em relação ao ano anterior. As fraudes frequentemente usam rostos de políticos, empresários e comunicadores como prova social e redirecionam usuários a sites de investimento falsos, incluindo esquemas de criptomoedas. Entre as pessoas mais imitadas estão o primeiro‑ministro Anthony Albanese, a líder da oposição Angus Taylor, a bilionária Gina Rinehart, o governador do RBA Michele Bullock e o jornalista Alan Kohler.
Principais fatos e números
- ASIC removeu 19.400 golpes online nos últimos 12 meses (relatório da agência).
- Esse total representa um aumento de 182% em relação ao ano anterior, segundo o ASIC.
- Scammers usam deepfake/IA para criar imagens e vídeos de figuras públicas que promovem investimentos falsos.
- Golpes usam falsas "provas sociais" — deepfakes em redes sociais que direcionam a sites de notícias falsos e plataformas de investimento fraudulentas.
- Figuras publicamente impostas incluem o primeiro‑ministro Anthony Albanese e o líder da oposição Angus Taylor.
- Outros alvos citados foram Gina Rinehart, o governador do RBA Michele Bullock e o jornalista Alan Kohler, além de outros nomes públicos.,
Por que isso importa para empresários e investidores
Para executivos e investidores, o aumento de deepfakes eleva o risco de reputacional e financeiro: empregados e clientes podem ser enganados por promoções aparentemente endossadas por líderes ou marcas, resultando em perdas diretas e contaminação da confiança no canal digital. Empresas de serviços financeiros e plataformas de redes sociais enfrentam pressão regulatória e operacional para detectar e remover conteúdos falsos; isso pode aumentar custos de compliance e exigir investimentos em tecnologia de verificação. Há incerteza sobre a velocidade com que plataformas e reguladores implementarão defesas eficazes e padrões legais, por isso decisões de alocação de recursos devem considerar cenários de curto e médio prazo.