O Banco da Reserva da Índia (RBI) elevou a taxa básica em 25 pontos-base, para 5,50%, no primeiro aumento desde 2023, segundo a CNBC. A decisão coincidiu com a expectativa de economistas consultados pela Reuters e veio após dez meses consecutivos de alta da inflação ao consumidor, que alcançou 4,8% em agosto. O comitê monetário adotou uma postura de “aperto calibrado”, enquanto o governador Sanjay Malhotra afastou cortes no curto prazo. O RBI projeta inflação cheia de 5,2% e núcleo de 4,4% no ano fiscal encerrado em março de 2027. Apesar das pressões inflacionárias, a autoridade revisou a estimativa de crescimento econômico em 0,4 ponto percentual, para 7,1%. HSBC e Goldman Sachs esperam novo aumento em dezembro.
Principais fatos e números
- O RBI aumentou a taxa básica em 25 pontos-base, para 5,50%.
- Foi a primeira elevação dos juros indianos desde 2023.
- A inflação ao consumidor chegou a 4,8% em agosto, acima da meta de médio prazo de 4%.
- O RBI projeta inflação cheia de 5,2% no ano fiscal até março de 2027.
- A previsão de crescimento econômico foi elevada para 7,1%.
- HSBC e Goldman Sachs projetam outro aumento dos juros em dezembro.
Por que isso importa para empresários e investidores
Juros mais altos podem encarecer crédito, reduzir avaliações de ativos e alterar decisões de investimento no mercado indiano. Ao mesmo tempo, uma resposta considerada firme à inflação pode sustentar a confiança de investidores globais na condução monetária do país. Empresas expostas à Índia devem acompanhar custos de financiamento, câmbio, combustíveis e alimentos, pois o país importa cerca de 85% do combustível que consome e enfrenta riscos climáticos. Um novo aumento em dezembro é apenas uma expectativa de HSBC e Goldman Sachs, não uma decisão confirmada pelo RBI.
