O cobre acumula valorização de 15,8% em 2026 e supera o ouro, segundo dados apresentados pela CNBC. Em 12 meses, o metal industrial avançou mais de 30%, enquanto os futuros de ouro recuaram 4,11% no ano e 4,52% em 12 meses. Investidores atribuem o desempenho à combinação de oferta restrita, estoques formados nos Estados Unidos em meio a tarifas e demanda de inteligência artificial, redes elétricas e segurança nacional. Taylor Melvin, CEO da mineradora e exploradora Ivanhoe Electric, afirmou que governos e indústrias passaram a tratar metais críticos como ativos estratégicos. Na avaliação do executivo, uma correção nas ações de tecnologia não eliminaria necessariamente a demanda física por cobre associada a data centers e outras infraestruturas.
Principais fatos e números
- O cobre valorizou 15,8% desde o início de 2026.
- Em 12 meses, a alta do cobre supera 30%.
- Os futuros de ouro caíram 4,11% em 2026 e 4,52% em 12 meses.
- O ouro à vista recuou 4% no ano e 4,89% em 12 meses.
- IA, redes elétricas e defesa são apontadas como fontes de demanda.
- A oferta restrita e os estoques nos EUA também sustentam a avaliação dos investidores.
Por que isso importa para empresários e investidores
A valorização favorece mineradoras e projetos de exploração, mas pode elevar custos para empresas de eletrônicos, construção, transportes, energia e data centers. Para investidores, a tese apresentada combina demanda estrutural e restrição de oferta, o que poderia sustentar preços mesmo se houver correção nas ações ligadas à inteligência artificial. Ainda assim, essa resiliência é uma avaliação de participantes do setor, não uma garantia: o material não informa projeções de produção, consumo ou preços futuros. Tarifas e estoques americanos também podem distorcer temporariamente o mercado, exigindo cautela em decisões de compra, investimento e proteção de custos.
