A escassez de combustíveis refinados na Europa impulsionou as ações de companhias de petróleo e gás entre 40% e 87% desde janeiro de 2026, segundo a Euronews Business. O movimento foi sustentado principalmente pela alta das margens de refino, e não apenas pelo preço do petróleo bruto. Interrupções nas exportações de diesel e combustível de aviação por refinarias do Golfo, em meio ao conflito no entorno do Irã e do Estreito de Ormuz, apertaram a oferta. A Rússia também proibiu exportações de diesel após ataques de drones ucranianos contra suas refinarias. Nesse cenário, o spread europeu do diesel — diferença entre o custo do petróleo e o preço do combustível refinado — quase dobrou desde novembro de 2025, quando estava em cerca de US$ 46 por barril.
Principais fatos e números
- Ações europeias de petróleo e gás subiram entre 40% e 87% desde janeiro de 2026.
- Os preços europeus do diesel avançaram mais rapidamente que os do petróleo bruto.
- O spread europeu do diesel quase dobrou desde novembro de 2025.
- Em novembro de 2025, o spread estava próximo de US$ 46, ou € 40, por barril.
- A Rússia proibiu exportações de diesel após ataques contra suas refinarias.
- Interrupções no Golfo afetaram exportações de diesel e combustível de aviação.
Por que isso importa para empresários e investidores
Margens recordes de refino podem favorecer empresas com capacidade relevante de processar petróleo e comercializar diesel, gasolina e combustível de aviação. Para investidores, o avanço das ações mostra que gargalos na oferta podem transferir valor dos consumidores para produtores e refinadores. Empresas dependentes de transporte, logística ou energia, porém, enfrentam pressão de custos com os preços recordes nas bombas. A duração desse cenário permanece incerta: o material não informa quando as restrições de exportação serão revertidas nem se os spreads elevados serão sustentados, limitando projeções sobre lucros e valorizações futuras.
