O rendimento dos títulos públicos britânicos de dez anos subiu 0,06 ponto percentual e chegou a 5,515% durante as negociações em Londres, maior nível desde julho de 2007, segundo o The Guardian. Papéis com vencimentos de 20 e 30 anos também alcançaram os maiores rendimentos desde 1998. Em meio à volatilidade, o presidente do Banco da Inglaterra, Andrew Bailey, defendeu que o orçamento do chanceler John Healey seja considerado crível pelos mercados. O movimento ocorre diante de preocupações com a inflação, agravadas pela alta superior a 5% do petróleo, para US$ 105,30 por barril. Os rendimentos recuaram posteriormente, mas o episódio elevou a pressão antes do anúncio fiscal previsto para 28 de outubro.
Principais fatos e números
- O rendimento dos títulos britânicos de dez anos chegou a 5,515%.
- Esse foi o maior nível para o prazo desde julho de 2007.
- Títulos de 20 e 30 anos atingiram os maiores rendimentos desde 1998.
- O petróleo de referência avançou mais de 5%, para US$ 105,30 por barril.
- O anúncio de impostos e gastos está previsto para 28 de outubro.
- Andrew Bailey pediu credibilidade fiscal perante os mercados.
Por que isso importa para empresários e investidores
A elevação dos rendimentos pode encarecer o financiamento do governo britânico e influenciar o custo de capital de empresas e investidores expostos ao país. A volatilidade também amplia a atenção sobre o orçamento de 28 de outubro, cuja percepção de credibilidade poderá afetar títulos, câmbio e condições financeiras. Petróleo e diesel mais caros reforçam os riscos inflacionários e a possibilidade de juros elevados por mais tempo. Ainda há incerteza: os rendimentos recuaram no mesmo pregão, e a trajetória futura dependerá tanto da política fiscal quanto das tensões no Oriente Médio e de outros fatores internacionais.
