O Salar de Atacama, no norte do Chile, concentra quase um quarto das reservas mundiais de lítio, segundo relato publicado pelo The Guardian. O mineral é um componente essencial de baterias recarregáveis usadas na eletrificação dos transportes e no armazenamento de energia. Ao mesmo tempo, sua extração ameaça ampliar custos sociais e ambientais em uma área que reúne ecossistemas, flamingos e comunidades indígenas. A salina, situada a cerca de 7.500 pés de altitude, possui condições climáticas, geológicas, geotérmicas e hidrológicas que elevam a concentração do lítio em salmouras subterrâneas. Essa combinação faz do Atacama um dos locais de menor custo para a mineração do mineral, mas coloca em evidência as contradições materiais da transição para uma economia de baixo carbono.
Principais fatos e números
- O Salar de Atacama é a maior salina do norte do Chile e a terceira maior do mundo.
- A área está situada em uma bacia fechada, a cerca de 7.500 pés de altitude.
- Quase um quarto das reservas mundiais de lítio estaria sob a salina, segundo o The Guardian.
- O lítio local encontra-se em salmouras subterrâneas, entre quatro e 200 pés abaixo da crosta salina.
- A elevada evaporação contribui para concentrar o lítio em níveis economicamente atrativos.
- A região também abriga flamingos e comunidades indígenas.
Por que isso importa para empresários e investidores
Para fabricantes de baterias, montadoras, empresas de energia e investidores, o Atacama combina reservas relevantes e custos competitivos de extração. Contudo, a possibilidade de impactos ambientais e sociais amplia riscos regulatórios, reputacionais e operacionais para cadeias de suprimento ligadas à transição energética. Empresas podem precisar reforçar rastreabilidade, avaliação hídrica e diálogo com comunidades ao selecionar fornecedores. O material fornecido não quantifica danos, produção, investimentos nem eventuais restrições legais; portanto, não permite estimar a dimensão financeira desses riscos ou comparar o Atacama com outras fontes de lítio.
