A maioria dos 29 economistas, gestores e estrategistas consultados pela CNBC passou a prever pelo menos duas altas dos juros pelo Federal Reserve nos próximos 12 meses. A parcela que espera alguma elevação subiu de 46% no levantamento anterior para 86%; 55% projetam mais de um aumento e um terço prevê três ou mais. A mudança acompanha a alta do petróleo, a persistência da inflação e um discurso mais restritivo do presidente do Fed, Kevin Warsh. Cerca de três quartos avaliam que as pressões inflacionárias já ultrapassam o setor de energia. A estimativa média para o índice de preços ao consumidor se aproximou de 3,5% em 2026 e ficou em 2,85% para 2027, enquanto as projeções de crescimento e desemprego pouco mudaram.
Principais fatos e números
- A CNBC Fed Survey ouviu 29 economistas, gestores de fundos e estrategistas.
- 86% dos participantes esperam pelo menos uma alta de juros em 12 meses.
- 55% projetam mais de uma elevação, e um terço prevê três ou mais.
- No levantamento anterior, 46% esperavam algum aumento dos juros.
- Cerca de três quartos veem inflação disseminada além dos preços de energia.
- A probabilidade média de recessão em 12 meses foi estimada em 29%.
Por que isso importa para empresários e investidores
A expectativa de aperto monetário mais prolongado pode elevar custos de crédito, alterar avaliações de ativos e exigir maior cautela em decisões de investimento, contratação e financiamento nos Estados Unidos. Empresas expostas a combustíveis também enfrentam o risco de repassar custos para outros preços. Ao mesmo tempo, a pesquisa mantém projeções de crescimento perto de 2,25% e desemprego ao redor de 4,25%, sem deterioração relevante. Há incerteza importante: o levantamento reúne apenas 29 participantes, e alguns questionam se juros mais altos conseguem conter uma inflação impulsionada por restrições de oferta de energia.
