A OCDE reduziu de 2,8% para 2,6% a projeção de crescimento da economia argentina em 2026, após expansão de 4,5% em 2025. Para 2027, a estimativa caiu de 3,5% para 3%. Apesar da perda de ritmo, a organização revisou ligeiramente para baixo a inflação esperada em 2026, de 31,1% para 30,8%. O ajuste integra um cenário misto para a América Latina: México e Brasil tiveram suas previsões de crescimento para 2026 elevadas. A OCDE, porém, alertou para riscos regionais associados a eventos climáticos extremos, choques na produção agrícola e alta dos alimentos. A entidade estima em 95% a probabilidade de formação do El Niño entre outubro e dezembro de 2026.
Principais fatos e números
- A projeção de crescimento da Argentina em 2026 caiu de 2,8% para 2,6%.
- A economia argentina cresceu 4,5% em 2025.
- A previsão para 2027 foi reduzida de 3,5% para 3%.
- A inflação argentina em 2026 é estimada em 30,8%, ante 31,1% anteriormente.
- O México deve crescer 1,5% em 2026 e 1,8% em 2027.
- O Brasil deve avançar 2% em 2026 e 1,9% em 2027, segundo a OCDE.
Por que isso importa para empresários e investidores
A desaceleração projetada indica um ambiente menos favorável à expansão de receitas e investimentos na Argentina, embora a revisão marginalmente menor da inflação represente um sinal positivo. Empresas ligadas ao agronegócio, alimentos e cadeias dependentes de matérias-primas devem acompanhar os riscos de eventos climáticos e choques de oferta. A probabilidade elevada de El Niño amplia a incerteza sobre produção e preços, com possíveis efeitos até 2027, segundo relato citado pela fonte. As projeções da OCDE não são garantias e podem mudar conforme as condições econômicas, energéticas e climáticas evoluam.
