A Polônia está construindo em Gdańsk seu primeiro terminal offshore de gás, parte da estratégia de diversificação energética adotada após o corte do fornecimento russo em 2022. Segundo o Guardian, a unidade flutuante de armazenamento e regaseificação, batizada de “Solidarity”, deverá entrar em operação no início de 2028 e acrescentar 6,1 bilhões de metros cúbicos anuais à capacidade do país, hoje em 8,3 bilhões. Um segundo navio está planejado para 2030, elevando a capacidade total para mais de 20 bilhões de metros cúbicos por ano. Apoiada também por um gasoduto norueguês e pelo terminal de Świnoujście, a infraestrutura poderá atender à demanda doméstica e transformar a Polônia em fornecedora para países bálticos e do leste europeu.
Principais fatos e números
- A Polônia importava da Rússia mais da metade do gás consumido no país.
- O fornecimento russo foi interrompido em 2022 após a Polônia recusar pagamentos em rublos.
- A capacidade polonesa de regaseificação de GNL é de 8,3 bilhões de metros cúbicos por ano.
- A unidade flutuante de Gdańsk deverá adicionar 6,1 bilhões de metros cúbicos anuais em 2028.
- Um segundo navio, previsto para 2030, poderá elevar a capacidade total para mais de 20 bilhões de metros cúbicos por ano.
- A construção enfrenta tempestades, congelamento do mar e remoção de explosivos da Segunda Guerra Mundial.
Por que isso importa para empresários e investidores
A expansão pode fortalecer a segurança energética regional e criar oportunidades em logística, armazenamento, transporte marítimo e comercialização de GNL. Para indústrias intensivas em energia, uma oferta mais diversificada tende a reduzir a exposição direta ao gás russo, embora não elimine a volatilidade do mercado global. Há riscos de atrasos e custos adicionais devido às condições de construção no Báltico e às tensões geopolíticas. O papel da Polônia como hub regional dependerá da execução dos projetos, da demanda dos países vizinhos e da disponibilidade de GNL — fatores ainda sujeitos a incerteza.
