As tarifas adotadas pelo governo Donald Trump acrescentaram 2,9 pontos percentuais à inflação de 67 categorias de bens até fevereiro de 2026, segundo pesquisadores do Federal Reserve de Nova York. Sem essas cobranças, os preços dos produtos analisados teriam recuado quase 1% no período estudado. O trabalho estima que cada ponto percentual de aumento da tarifa média elevou os preços de bens ao consumidor em cerca de 0,25% após um ano. Aproximadamente dois terços do impacto vieram diretamente das tarifas; o restante decorreu de efeitos indiretos, como o encarecimento de peças e materiais importados usados por empresas americanas. A Casa Branca sustenta que exportadores estrangeiros arcarão, ao final, com o custo da política.
Principais fatos e números
- Tarifas adicionaram 2,9 pontos percentuais à inflação de 67 categorias até fevereiro de 2026.
- Sem as tarifas, os preços analisados teriam caído quase 1%, segundo o Fed de Nova York.
- Cada ponto de aumento na tarifa média elevou os preços ao consumidor em cerca de 0,25% após um ano.
- Cerca de dois terços do impacto estimado decorreram diretamente das tarifas.
- Efeitos indiretos incluíram custos maiores de componentes e materiais importados.
- O estudo estima que 26% das altas tarifárias de 2025 chegaram aos preços finais.
Por que isso importa para empresários e investidores
O estudo indica pressão persistente sobre custos, margens e demanda nos Estados Unidos, especialmente para empresas dependentes de insumos importados ou atuantes nas categorias avaliadas. Gestores podem precisar revisar contratos, fornecedores, estoques e estratégias de repasse, considerando que parte do efeito indireto se prolongaria até 2027. Para investidores, a trajetória pode influenciar expectativas sobre consumo e inflação. Há, porém, incerteza relevante: os resultados abrangem 67 categorias, e o próprio contexto menciona mudanças frequentes na política tarifária e pouca transparência nas decisões de preços das empresas.
