Diplomatas dos 27 países da União Europeia foram pressionados a retirar as sanções contra o Yusha Group, fabricante têxtil chinês acusado de vender tecnologia europeia sensível a compradores russos. Segundo o South China Morning Post, Pequim prometeu, em contrapartida, impedir que a empresa envie itens proibidos a compradores ligados às Forças Armadas da Rússia. O governo chinês também retiraria a alemã Sindlhauser Materials de sua lista de controles de exportação. A companhia seria fornecedora da ASML, grupo holandês de tecnologia para fabricação de chips. A negociação, conduzida em alto nível entre autoridades europeias e chinesas, busca proteger a cadeia de suprimentos da ASML.
Principais fatos e números
- A União Europeia avalia retirar as sanções impostas ao Yusha Group.
- A empresa chinesa é acusada de vender tecnologia europeia sensível a compradores russos.
- Pequim prometeu bloquear remessas proibidas a compradores ligados às Forças Armadas russas.
- A China também retiraria a Sindlhauser Materials de sua lista de controles de exportação.
- A empresa alemã é apontada como fornecedora da ASML.
- A negociação envolve diplomatas dos 27 países da União Europeia.
Por que isso importa para empresários e investidores
A possível troca evidencia como sanções e controles de exportação podem afetar cadeias industriais estratégicas, especialmente a de equipamentos para fabricação de chips. Para empresas europeias, um acordo pode reduzir riscos de fornecimento associados à Sindlhauser Materials e à ASML. Ao mesmo tempo, a retirada de sanções pode elevar preocupações sobre fiscalização de vendas para compradores russos e sobre a previsibilidade das regras comerciais. Ainda não há confirmação de aprovação pelos 27 membros da UE, nem detalhes sobre mecanismos para verificar o cumprimento das promessas chinesas.
