NOAA emite vigilância para tempestade geomagnética G1 em outubro
Ilustração gerada por IA / Revista Empreende
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O Centro de Previsão do Clima Espacial da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos, o NOAA SWPC, emitiu em 1º de outubro de 2026 uma vigilância para tempestade geomagnética G1 nos dias 2 e 4 de outubro. O aviso foi associado à possível chegada à Terra de uma ejeção de massa coronal, ou CME, observada em 28 de setembro.
A categoria G1 é a menor da escala geomagnética do NOAA e corresponde ao índice Kp 5. Segundo o alerta operacional, a área de impacto potencial fica principalmente acima de 60 graus de latitude geomagnética.
Efeitos previstos são considerados menores
O NOAA informa que uma tempestade G1 pode provocar flutuações fracas em redes elétricas e impactos menores nas operações de satélites. O aviso representa uma previsão operacional e não confirma a ocorrência da tempestade, de interrupções de serviços, de falhas de navegação ou de danos à infraestrutura.
A escala oficial de clima espacial classifica os eventos geomagnéticos entre G1, considerado menor, e G5, definido como extremo. A intensidade atribuída à vigilância de outubro está, portanto, no nível mais baixo da classificação.
O conjunto de alertas também registrava, em 1º de outubro, a continuidade de um fluxo de elétrons acima de 1.000 pfu iniciado em 30 de setembro, às 9h45 UTC. O máximo informado para aquele dia foi de 3.120 pfu. Dados instrumentais dos satélites GOES podem ser consultados no diretório do NOAA.
CME e erupção solar são fenômenos diferentes
A ejeção de massa coronal relacionada à vigilância não deve ser confundida com uma erupção solar, também chamada de flare. A CME envolve a expulsão de plasma e campo magnético da coroa solar, enquanto o flare é uma explosão de radiação eletromagnética que pode afetar comunicações de rádio de alta frequência no lado iluminado da Terra.
Em relatório emitido às 22h UTC de 1º de outubro, NOAA e Força Aérea dos Estados Unidos classificaram como muito baixa a atividade solar observada nas 24 horas anteriores. Para cada dia entre 2 e 4 de outubro, o documento estimou probabilidade de 15% para um flare de classe M e de 1% para um evento de classe X.
A vigilância para 2 e 4 de outubro permanece como previsão. Os documentos oficiais consultados não registram, até a emissão dos avisos, impactos operacionais ou uma tempestade G1 já confirmada.