Propostas para casa própria diferenciam planos de Lula, Flávio Bolsonaro e Zema
Ilustração gerada por IA / Revista Empreende
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Os programas de governo de Luiz Inácio Lula da Silva, Flávio Bolsonaro e Romeu Zema apresentam modelos distintos para o acesso à casa própria no Brasil. Nos documentos entregues para a eleição presidencial de 2026, Lula propõe manter e ampliar o Minha Casa, Minha Vida, Flávio defende retomar o Casa Verde e Amarela e Zema prevê reformular o programa atual com prioridade para áreas já atendidas por infraestrutura. As propostas integram o debate eleitoral em 3 de outubro, na véspera do primeiro turno.
Disputa presidencial tem 12 chapas habilitadas
O primeiro turno das Eleições Gerais de 2026 ocorre em 4 de outubro em todo o país. A disputa pela Presidência reúne 12 chapas habilitadas, entre elas as candidaturas de Lula pelo PT, de Flávio Bolsonaro pelo PL e de Romeu Zema pelo Novo.
O repositório oficial de planos de governo apresenta 13 registros documentais. A diferença ocorre porque a página também exibe uma entrada de Leonardo Avalanche, integrante da chapa do PRTB encabeçada por Pablo Marçal. O registro dessa chapa foi indeferido, portanto o total de documentos listados não corresponde ao número de candidaturas habilitadas para a votação.
Lula propõe ampliar o Minha Casa, Minha Vida
O programa de Lula prevê a manutenção e a ampliação do Minha Casa, Minha Vida para todas as faixas de renda. O documento preserva como prioridade o atendimento às famílias de menor renda, ao mesmo tempo que propõe estender o alcance da política habitacional. A candidatura apresenta, assim, uma estratégia baseada na continuidade do programa existente e na expansão do público atendido.
O plano petista também cita a Compra Assistida para a aquisição de imóveis prontos em situações excepcionais. O instrumento aparece como parte da proposta para a política habitacional e se diferencia por direcionar o acesso à moradia para unidades já disponíveis, dentro das condições excepcionais mencionadas no documento.
Flávio Bolsonaro fixa meta para o Casa Verde e Amarela
Flávio Bolsonaro propõe retomar o Casa Verde e Amarela e estabelece a meta de 2,5 milhões de residências. A diretriz representa uma mudança em relação ao programa habitacional mantido pelo governo Lula e associa a proposta da candidatura a um objetivo quantitativo expresso no documento apresentado para a disputa presidencial.
O plano também prevê urbanizar áreas degradadas e promover a regularização fundiária. Outra frente proposta é a realização de parcerias público-privadas que integrem moradia e infraestrutura. Nesse modelo, a política habitacional não fica restrita à entrega de residências e inclui intervenções urbanas e a regularização dos imóveis abrangidos.
Zema prioriza áreas com serviços instalados
Romeu Zema propõe reformular o Minha Casa, Minha Vida para priorizar investimentos em locais que já disponham de infraestrutura e serviços públicos. O programa menciona escolas, postos de saúde e transporte público entre os equipamentos que devem orientar a localização dos investimentos habitacionais.
A proposta de Zema concentra a mudança no critério territorial para aplicação dos recursos. Enquanto Lula defende ampliar o programa vigente e Flávio Bolsonaro propõe substituí-lo pela retomada do Casa Verde e Amarela, o plano do Novo mantém o Minha Casa, Minha Vida como referência, mas condiciona sua reformulação à presença prévia de serviços e infraestrutura nas áreas atendidas. As medidas apresentadas pelos três candidatos são compromissos eleitorais registrados em seus programas de governo.