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Relatório Life Trends 2025 da Accenture prevê que novas dinâmicas relacionadas à confiança transformarão as relações entre pessoas e empresas 

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Accenture Song identifica cinco macrotendências globais e oferece insights importantes sobre os consumidores, além de orientações para as empresas. 

NOVA YORK, 18 de outubro de 2024 – Mais da metade das pessoas está questionando o conteúdo que consomem online, e 62% afirmam que a confiança é um fator essencial ao decidir se vão interagir com uma marca, segundo o 18º relatório anual Life Trends da Accenture (NYSE: ACN).

As reações às rápidas inovações tecnológicas são diversas. O uso crescente da inteligência artificial, incluindo IA generativa, está impactando as experiências digitais da sociedade. Embora apreciem a conveniência proporcionada pela tecnologia, as pessoas estão cada vez mais exigentes quanto ao que veem e acreditam, e buscam reavaliar o papel da tecnologia em suas vidas.

Segundo Nick Law, presidente criativo da Accenture Song, com novas tecnologias, como a IA generativa, transformando as experiências diárias, as pessoas estão ajustando suas interações para manter o controle. “Hoje, a confiança online é uma questão crucial, com todos se tornando mais criteriosos sobre o que veem e acreditam. Naturalmente, essa mudança está influenciando a forma como os consumidores interagem com as empresas que disputam sua atenção”, afirma.

A partir de insights coletados globalmente, a Accenture Song identificou cinco macrotendências que preveem a mudança na dinâmica entre tecnologia e usuários, além dos desafios e oportunidades que as marcas enfrentarão ao adaptar suas estratégias para atender às novas necessidades dos clientes.

  1. O preço da desconfiança: A segurança nas tecnologias digitais está em risco com o aumento de golpes que confundem as fronteiras entre o real e o falso. A IA generativa amplia essa confusão, desafiando a confiança das pessoas nas plataformas digitais. A pesquisa da Accenture mostra que mais da metade das pessoas agora questiona a autenticidade do conteúdo online. O desgaste da confiança afeta as compras online e as interações com marcas, com 33% das pessoas relatando terem sido vítimas de golpes ou ataques de deepfake no último ano. As marcas precisam tranquilizar os clientes, criando pontos confiáveis em suas comunicações, no comércio e nos produtos.
     
  2. A armadilha da parentalidade: Os pais enfrentam o desafio de ajudar a próxima geração a desenvolver uma relação saudável com a tecnologia digital. O acesso irrestrito à internet e às redes sociais está influenciando comportamentos extremos e expondo os jovens a diversos tipos de riscos. Os pais percebem os efeitos e sentem a urgência de estabelecer limites, enquanto os governos elaboram políticas. Os dados da Accenture mostram que pessoas de 18 a 24 anos têm mais que o dobro de chances, em comparação com aquelas acima de 55 anos, de afirmar que as redes sociais impactam sua identidade. Ao mesmo tempo, cerca de dois terços da Geração Z e Millennials reconhecem que passam mais tempo online do que gostariam (67% e 64%, respectivamente). À medida que os jovens adultos enfrentam os efeitos negativos, debates e ações são necessários para encontrar o equilíbrio e as medidas de proteção adequadas.
     
  3. A economia da impaciência: Muitas culturas incentivam a ideia de que a educação e o esforço moldam o futuro desejado. No entanto, a tendência da Década da Desconstrução do ano passado revelou que as metas e prioridades estão mudando cada vez mais. Hoje, três em cada quatro consumidores desejam que as empresas respondam mais rápido às suas necessidades. Mais da metade prefere respostas rápidas e orientações, recorrendo a informações de fontes coletivas, mesmo correndo riscos em questões de saúde e finanças. Antes focados em estilo, viagem e música, os influenciadores agora abordam temas fundamentais como saúde, riqueza e felicidade. Quando as empresas não atendem às expectativas, os consumidores buscam a sabedoria coletiva, o que pressiona as marcas a acompanhar para manter a lealdade.
  4. A dignidade do trabalho: Ela está sendo desafiada por pressões empresariais, avanços tecnológicos e mudanças nas dinâmicas. Com a entrada da IA generativa no ambiente de trabalho, é necessário considerar a dignidade nas novas expectativas de como as pessoas trabalharão com a tecnologia. Três em cada quatro pessoas consideram as ferramentas de IA generativa úteis no trabalho, afirmando que elas aumentam a eficiência (44%) e melhoram a qualidade do trabalho (38%), enquanto uma parcela teme que limitem a criatividade (14%), tornem o trabalho mais mecânico (15%) e gerem ansiedade em relação à segurança no emprego (11%). Os líderes devem promover a motivação e a autonomia, essenciais para a produção de trabalhos de alta qualidade.
     
  5. A restauração do social: As pessoas estão buscando experiências mais autênticas e ricas em estímulos sensoriais, com o desejo de se reconectar com a natureza e umas com as outras. O desejo de equilíbrio entre tecnologia e momentos de alegria e bem-estar é crescente. Identificamos que 42% das pessoas atribuíram sua experiência mais prazerosa na última semana a algo que fizeram na vida real, enquanto apenas 15% mencionaram uma experiência digital. Essa mudança oferece às organizações a oportunidade de repensar seus papéis e alinhar-se ao desejo crescente por experiências mais imersivas e autênticas.
     

Para David Droga, CEO da Accenture Song, a relação entre humanos e tecnologia está mudando, e ficando mais complexa. “Ao adotar novas tecnologias para impulsionar o crescimento, não podemos deixar de lado a confiança e a humanidade”, diz.

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