Zanin rejeita pedido de Paes e mantém retotalização da eleição do Rio
Ilustração gerada por IA / Revista Empreende
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O ministro do Supremo Tribunal Federal Cristiano Zanin rejeitou, em 8 de outubro de 2026, em Brasília, o pedido da campanha de Eduardo Paes (PSD) para suspender a decisão do Tribunal Superior Eleitoral que anulou os votos de Anthony Garotinho (Republicanos). Com a negativa, permanece marcada para 10 de outubro a cerimônia de retotalização da eleição para governador no Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro.
A campanha buscava interromper os efeitos da ordem de refazer o cálculo dos votos válidos. Zanin fundamentou a rejeição na inexistência de recurso extraordinário e no fato de que as vias recursais no próprio TSE não haviam sido esgotadas.
TSE manteve o registro de Garotinho indeferido
Antes do pedido ao STF, o TSE rejeitou por unanimidade a solicitação de Garotinho para desistir do recurso ligado ao indeferimento de seu registro de candidatura. No mesmo julgamento, a corte manteve o registro indeferido por ausência de condições de elegibilidade relacionadas ao pleno exercício dos direitos políticos e à filiação partidária.
Por 5 votos a 2, o tribunal declarou definitivamente nulos os votos atribuídos a Garotinho. A decisão também determinou a comunicação imediata ao TRE-RJ para que esses votos fossem excluídos da base usada na totalização da eleição majoritária.
Novo cálculo pode redefinir a disputa estadual
Na cerimônia de 10 de outubro, o TRE-RJ fará um novo cálculo do resultado do primeiro turno realizado em 4 de outubro. A exclusão dos votos de Garotinho altera a quantidade total de votos válidos e pode mudar a definição da eleição para governador ainda na primeira etapa da disputa.
A mudança na base de cálculo afeta diretamente a situação eleitoral de Douglas Ruas (PL) e Eduardo Paes. O resultado da retotalização, porém, deverá ser conhecido por meio da divulgação formal do tribunal, assim como uma eventual proclamação decorrente do novo total.
Decisão interfere no planejamento das campanhas
A continuidade do procedimento afeta o planejamento das campanhas, a propaganda eleitoral e a mobilização dos partidos no Rio de Janeiro. A nova totalização poderá definir se haverá necessidade de outra votação para o governo estadual.
O caso envolve o segundo maior colégio eleitoral do país e resulta da alteração judicial da base de votos válidos. A etapa agora prevista é a cerimônia no TRE-RJ, responsável por processar o novo total da eleição fluminense.