Intenção de compra de imóvel é recorde mesmo com juros altos

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A intenção de compra de imóveis chegou a 52% no segundo trimestre de 2026, maior resultado da série histórica iniciada em 2019 pela Brain Inteligência Estratégica. O índice avançou três pontos percentuais em relação ao mesmo período de 2025, segundo levantamento divulgado pela Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc). O recorde ocorre em um ambiente de juros elevados, no qual o custo do financiamento continua influenciando o orçamento das famílias e o momento de fechar negócio.
Sair do aluguel foi a motivação mais citada por 37% dos interessados. Deixar a casa dos pais apareceu com 15%, enquanto a busca por mais espaço representou 14% e a compra como investimento, 13%. Os resultados associam a aquisição a mudanças familiares e objetivos patrimoniais que vão além das oscilações dos juros. A pesquisa de intenção de compra também indica que 68% dos interessados pretendem comprar em até dois anos, o que diferencia interesse de aquisição imediata.
As vendas de imóveis novos também cresceram. Os Indicadores Imobiliários Nacionais, da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), elaborados pela Brain, registraram 226.536 unidades comercializadas no primeiro semestre de 2026, alta de 5,4% sobre igual período de 2025. Entre abril e junho, foram 113.676 unidades, avanço de 5,3% na comparação anual. O desempenho, porém, varia entre os segmentos: o Minha Casa, Minha Vida respondeu por 51% das vendas no segundo trimestre. Por isso, a expansão nacional não significa que todas as faixas de preço encontrem as mesmas condições de demanda e financiamento.
No crédito imobiliário, a participação dos usados mostra outro aspecto dessa diferença. Conforme dados da Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip), 70% dos 160 mil financiamentos concedidos a pessoas físicas pelo Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE) no primeiro semestre foram destinados a imóveis usados. Fabio Tadeu Araujo, CEO da Brain, explica que o valor das prestações pode exigir uma entrada maior, adiando ou inviabilizando a compra para parte da classe média.
Em Maringá, a atividade do setor aparece na Sondagem do Mercado Imobiliário, elaborada pelo Sinduscon-PR/Noroeste em parceria com a Fiep. Com informações até junho de 2026, o estudo identificou 97 edifícios residenciais em construção, que somavam 11.823 apartamentos. Mais da metade das unidades tinha até 55 metros quadrados, mas o levantamento também registrou imóveis de metragens maiores, incluindo 344 apartamentos acima de 180 metros quadrados. O retrato local reúne, portanto, diferentes perfis de produto; o número de obras em andamento não equivale a unidades disponíveis para venda.
"O comprador chega mais informado, pesquisa diferentes empreendimentos e compara as condições de pagamento com atenção. Além do preço, procura entender como a localização, a distribuição dos ambientes e as características do imóvel vão atender à sua rotina. Um quarto a mais, a proximidade do trabalho ou uma planta mais funcional podem fazer parte dessa decisão, mas precisam estar dentro de um planejamento financeiro", afirma George Khoury Jr., diretor da construtora Ciplart.
A distância entre desejar um imóvel e conseguir comprá-lo permanece como um ponto de atenção. Os dados de intenção, vendas e financiamento medem etapas diferentes dessa trajetória e não permitem concluir que o recorde de interesse resultará, automaticamente, em mais negócios em cada cidade. A leitura conjunta dos indicadores sugere que os juros altos condicionam o prazo e as possibilidades de aquisição, enquanto a saída do aluguel, a adequação da moradia e a formação de patrimônio mantêm a compra nos planos das famílias.
Com mais de quatro décadas de atuação em Maringá, a Ciplart desenvolve empreendimentos residenciais voltados a diferentes necessidades de moradia. Informações sobre seus empreendimentos e projetos estão disponíveis em www.ciplart.com.br.
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