Construção a seco cria nicho para ferramentas mais leves

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O avanço da construção a seco no Brasil, sistema que troca etapas úmidas da obra por componentes industrializados como placas de gesso acartonado, perfis de aço galvanizado e placas cimentícias, tem provocado mudanças que vão além dos materiais. A rotina de montagem, marcada por operações repetitivas de parafusar, cortar e fixar, levou fabricantes de ferramentas elétricas a desenvolver equipamentos mais leves, ergonômicos e dedicados a etapas específicas da instalação, o que abre um nicho próprio dentro do segmento. A Âncora Tools, marca do Âncora Group lançada em abril de 2026, estruturou parte de seu portfólio a partir dessa demanda de instaladores de drywall e steel frame.
A dimensão do movimento aparece no Índice Geral de Industrialização da Construção (IGIC), divulgado em agosto de 2026 pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV Ibre). Segundo o levantamento, 48,2% das construtoras do país já utilizam algum sistema industrializado, de forma total ou parcial, e o indicador geral subiu de 14,8 para 15,7 pontos entre 2025 e 2026. No segmento de edificações, o drywall é o sistema mais citado pelas empresas que adotam esses métodos, com 65,8%, à frente dos pré-fabricados de concreto (61,2%) e das estruturas em aço (51%).
Entre as vantagens associadas ao modelo estão o uso reduzido de água, a menor geração de resíduos, a padronização dos componentes e a execução mais limpa e rápida. O drywall atende vedações internas e forros, enquanto o light steel frame utiliza perfis de aço galvanizado com função estrutural e o wood frame emprega madeira de reflorestamento tratada. Essas soluções já estão presentes em obras residenciais, comerciais, corporativas e industriais, além de reformas, divisórias, fachadas e projetos com prazos curtos de execução.
Rotina repetitiva muda o desenho das ferramentas
A troca de método construtivo altera também o dia a dia de quem executa o serviço. "A construção a seco exige uma rotina de trabalho diferente daquela observada nos métodos construtivos convencionais, com maior precisão, agilidade e repetição de determinadas operações", afirma Rafael Bernardi, gerente de marketing do Âncora Group. De acordo com ele, o contato próximo com profissionais do setor mostrou que as ferramentas precisam acompanhar essa dinâmica, com desempenho, praticidade e confiabilidade nas diferentes etapas. "Nesse contexto, o desempenho do equipamento passa a ter impacto direto na produtividade do canteiro", acrescenta.
O executivo explica que, desde o início do desenvolvimento, a equipe considera as características reais da operação, o que envolve desempenho, autonomia, facilidade de manuseio, segurança, peso e ergonomia. "Na construção a seco, muitas atividades envolvem movimentos repetitivos, trabalhos em altura e períodos prolongados de utilização da ferramenta. Por isso, peso e ergonomia deixaram de ser apenas diferenciais e passaram a ser aspectos importantes do projeto", diz.
Equipamentos dedicados a cada etapa
Na fase de fechamento das placas, a parafusadeira para drywall PDM-1420 pesa 0,94 kg e conta com motor brushless (sem escovas), velocidade de até 4.400 rotações por minuto, ajuste de profundidade do parafuso e trava de gatilho para acionamento contínuo. Acoplada ao alimentador automático ALPDM-1420, a ferramenta permite aplicações em série com menos interrupções.
"Em uma atividade marcada pela repetição de movimentos, alguns gramas fazem diferença ao longo de uma jornada inteira. Uma ferramenta com menos de um quilo reduz o esforço necessário para realizar aplicações sequenciais, especialmente em trabalhos acima da linha dos ombros ou em altura", observa Bernardi.
Para o acabamento e a instalação de sistemas complementares, a recortadora de drywall RDO-3020, com 0,89 kg, 30.000 rotações por minuto e profundidade de corte de até 19 milímetros, é indicada para aberturas de caixas elétricas, tomadas, passagens de conduítes e tubulações, além de luminárias e spots. Já a ferramenta de fixação Agille FFM-1020, com 100 joules de energia e motor brushless, fixa pinos em concreto e aço, aplicação comum em obras de steel frame.
"Por ser uma ferramenta a bateria, dispensa o uso de compressores, extensões e tomadas elétricas, o que amplia a mobilidade no canteiro e facilita o trabalho em diferentes pontos da obra", informa o gerente, que cita entre os usos a fixação de guias e perfis de drywall, eletrocalhas, suportes metálicos e sistemas PEX.
Baterias e capacitação no horizonte do setor
Na avaliação de Bernardi, a demanda por equipamentos específicos tende a acompanhar a expansão do sistema construtivo, com maior adoção de ferramentas a bateria e compartilhamento de uma mesma bateria entre diferentes equipamentos da plataforma. A Âncora Tools adota esse conceito na linha EVOlution, de baterias de íons de lítio desenvolvidas para uso combinado entre as ferramentas da marca. O gerente destaca, porém, que a oferta de equipamentos não basta:
"Para que a construção a seco continue avançando no Brasil, é necessário não apenas ampliar a oferta de soluções e ferramentas adequadas, mas também fortalecer a formação de profissionais especializados, capazes de aproveitar todo o potencial e as vantagens desse sistema construtivo", assinala.
Sobre o Âncora Group
Com mais de 34 anos de atuação, o Âncora Group atende à construção a seco em duas frentes: a linha de fixação, que reúne parafusos, buchas, chumbadores, fitas e selantes para drywall e steel frame, e a Âncora Tools, com mais de 180 produtos distribuídos nas linhas standard, profissional, performance e high performance. No site da marca, cada ferramenta possui uma página própria com vídeos, dados técnicos e informações de uso, além de acesso à assistência técnica especializada.
Para mais informações, basta acessar: https://ancoratools.com.br/