Garantias são aceitas por 79% das fintechs de crédito

Ouvir materia
voz de IA no navegador
Ampliando sua presença no mercado ano a ano, o crédito com garantia atingiu um novo patamar no país. De acordo com a mais recente edição da Pesquisa Fintechs de Crédito Digital, mapeamento anual realizado pela Associação Brasileira de Crédito Digital (ABCD) e pela PwC Brasil, 79% das fintechs participantes do estudo trabalhavam com operações colateralizadas em 2025, o maior índice da série histórica. Quatro anos antes, apenas 34% das empresas de crédito digital aceitavam garantias.
Segundo o levantamento, o crédito consignado para trabalhadores do setor privado foi o produto com maior crescimento no ano passado, passando a ser oferecido por 47% das fintechs participantes — em 2024, o índice era de 40%. O consignado para servidores públicos também registrou um leve avanço, atingindo 15% das empresas.
"O crédito com garantia combina uma série de vantagens, principalmente o fato de permitir taxas mais competitivas, reduzir a inadimplência e possibilitar que tomadores que tradicionalmente não se qualificariam para transações sem garantia possam ter acesso aos recursos financeiros", avalia Claudia Amira, diretora-executiva da ABCD.
Sobre a ampliação do consignado privado, a executiva ressalta o papel das mudanças regulatórias que ampliaram e aprimoraram a modalidade. "As operações foram facilitadas por meio do programa Crédito do Trabalhador, que, mesmo ainda carecendo de aprimoramentos operacionais pontuais, reduziu os riscos para as instituições financeiras. Especificamente para o segmento das fintechs, o produto conta com duas vantagens estratégicas: o risco de crédito é mitigado pelo desconto em folha, enquanto a concessão pode crescer de forma mais rápida e eficiente do que em modalidades mais complexas", completa Claudia.
A Pesquisa Fintechs de Crédito Digital 2026 destacou também que o setor atingiu a marca de R$ 53,8 bilhões no volume de crédito concedido no ano passado, registrando um aumento de 51% em relação a 2024. Trata-se do sexto ano consecutivo de crescimento, mesmo em meio a um cenário macroeconômico desafiador e marcado pelo alto custo de captação. O estudo apontou ainda que a base de clientes pessoas físicas ultrapassou 94,9 milhões no Brasil e no exterior.
Mais informações em https://creditodigital.org.br/estudos/