Renda variável cresceu 48% na comparação anual e derivativos atingiram o maior volume médio diário da história da bolsa brasileira.
A B3 S.A. (B3SA3) divulgou os resultados financeiros do primeiro trimestre de 2026 e registrou recordes históricos em múltiplos indicadores. A receita do período alcançou R$ 3,2 bilhões, um recorde trimestral absoluto, com alta de 20,5% em relação ao mesmo período do ano anterior, impulsionada pela combinação de maior atividade de mercado e expansão das receitas recorrentes.
Renda variável cresce 48% na comparação anual
O volume médio diário em Renda Variável apresentou crescimento de 48% em relação ao primeiro trimestre de 2025, consolidando uma trajetória de recuperação iniciada no segundo semestre do ano passado. Em fevereiro de 2026, a B3 registrou o maior ADTV (Average Daily Trading Volume) mensal dos últimos cinco anos, indicando que o aquecimento do mercado não foi pontual.
O desempenho reflete um aumento significativo de participação de investidores estrangeiros e institucionais na bolsa brasileira, em um contexto de maior apetite por ativos de risco em mercados emergentes.
Derivativos registram maior volume médio diário da história
No segmento de Derivativos, março de 2026 entrou para a história da B3 com o maior volume médio diário já registrado: 16,6 milhões de contratos. No acumulado do trimestre, o ADV (Average Daily Volume) cresceu 16% na comparação com o primeiro trimestre de 2025, apontando para uma demanda estruturalmente mais elevada por instrumentos de hedge e especulação.
O crescimento nos derivativos é interpretado por analistas como reflexo tanto do aumento de participantes institucionais quanto da maior volatilidade percebida nos mercados globais, que estimula o uso de contratos futuros e opções como ferramentas de gestão de risco.
Expansão das receitas recorrentes
Além dos volumes de negociação, a B3 destacou a expansão das receitas recorrentes como componente relevante do resultado. Esse segmento inclui serviços de dados, infraestrutura e outros produtos que não dependem diretamente do volume de negociações, conferindo maior previsibilidade ao modelo de negócio da companhia.
O resultado consolida a B3 como uma das principais infraestruturas do mercado financeiro brasileiro e reforça o momento positivo do mercado de capitais no país.