Carta de Lula a evangélicos defende fim da escala 6×1 e combate às bets
Ilustração gerada por IA / Revista Empreende
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A campanha de Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, candidato à reeleição, lançou em 14 de outubro de 2026 a Carta para as Famílias Evangélicas Brasileiras. De alcance nacional e circulação digital, o documento é dirigido ao eleitorado evangélico no segundo turno da eleição presidencial, marcado para 25 de outubro.
O texto apresenta compromissos sobre redução da jornada de trabalho, combate às apostas on-line e segurança pública. A iniciativa coloca a família como eixo da mensagem e trata a organização do tempo, a proteção contra as bets e a segurança como assuntos ligados ao cotidiano desse segmento religioso.
Descanso semanal é associado à convivência familiar
No eixo trabalhista, a carta defende o fim da escala 6×1 e relaciona dois dias de descanso semanal à convivência familiar. A mensagem sustenta que a ampliação do repouso também permitiria mais tempo para atividades religiosas, argumento apresentado especificamente aos eleitores evangélicos.
A defesa integra uma plataforma eleitoral e não representa uma alteração já efetivada nas regras de jornada. A mudança discutida no Congresso segue tramitação própria, enquanto a carta registra o compromisso político apresentado pelo candidato para um eventual novo mandato.
Bets e segurança entram na mensagem eleitoral
Outro ponto do documento é o combate às apostas on-line. O tema aparece vinculado à proteção das famílias e compõe a abordagem da campanha para o público religioso, ao lado das propostas relacionadas ao trabalho e ao período de descanso.
A segurança pública também foi incluída entre os compromissos da carta. O documento reúne, assim, temas sociais e econômicos em uma ação eleitoral voltada às famílias evangélicas, sem transformar as propostas apresentadas pela campanha em políticas já executadas.
PEC prevê jornada máxima de 40 horas
A PEC 221/2019, em discussão no Senado, prevê a redução da jornada máxima semanal de 44 para 40 horas. A proposta também assegura dois dias de repouso semanal remunerado e preserva os salários. Esses pontos integram o debate legislativo associado pela campanha ao fim da escala 6×1.
O Senado marcou para 14 de outubro de 2026 a votação da PEC em primeiro turno. Para ser aprovada, a matéria precisa receber ao menos 49 votos entre os 81 senadores em cada um dos dois turnos de votação.
A divulgação da carta ocorreu no mesmo dia previsto para a primeira votação da proposta no plenário do Senado, em Brasília. A jornada de trabalho entrou simultaneamente no debate eleitoral e na agenda legislativa, embora a manifestação da campanha e a tramitação da PEC sejam processos distintos.
Segundo turno será realizado em 25 de outubro
Na campanha, a carta passa a integrar a comunicação dirigida ao eleitorado evangélico antes do segundo turno de 25 de outubro. No Congresso, o marco previsto era a análise da PEC 221/2019 em primeiro turno, com uma segunda votação condicionada ao apoio constitucional exigido na etapa inicial.