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China Business Intelligence

China acelera corrida dos robôs humanoides e se aproxima da produção em massa

Publicado em 10/06/2026 • 11:14 | Atualizado em 28/06/2026 • 19:03

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Empresas chinesas transformam a inteligência artificial física em prioridade estratégica e colocam o país entre os protagonistas globais da nova geração de robôs humanoides.

A China vive uma nova corrida tecnológica. Depois de conquistar posições de destaque em setores como veículos elétricos, baterias e energia solar, o país concentra agora seus esforços em uma área apontada por especialistas como a próxima grande revolução industrial: os robôs humanoides movidos por inteligência artificial.

O avanço ganhou força em 2026, com dezenas de fabricantes ampliando investimentos em “embodied AI”, ou inteligência artificial incorporada, conceito que combina modelos de IA com máquinas capazes de interagir fisicamente com o ambiente. A estratégia faz parte dos planos do governo chinês para fortalecer as chamadas indústrias do futuro.

Produção em massa de robôs humanoides se aproxima

Uma das empresas que lideram esse movimento é a Xpeng, conhecida globalmente por seus veículos elétricos. A companhia anunciou que seu CEO, He Xiaopeng, assumirá pessoalmente a liderança da divisão de robótica, reforçando a importância estratégica do segmento.

A fabricante pretende iniciar a produção em massa do robô humanoide IRON até o fim de 2026. Em um primeiro momento, os equipamentos deverão atuar em lojas e operações da própria empresa. Posteriormente, a expectativa é expandir a presença para mercados internacionais.

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O movimento reforça a aposta das empresas chinesas na integração entre inteligência artificial e automação física.

China domina a produção mundial de robôs humanoides

Levantamentos do setor mostram que fabricantes chineses responderam pela maior parte dos robôs humanoides produzidos globalmente em 2025. O país reúne mais de 140 empresas especializadas e centenas de modelos em desenvolvimento.

A combinação entre uma cadeia industrial altamente integrada, forte apoio estatal e décadas de experiência em manufatura permite que a China avance rapidamente em relação aos concorrentes.

Segundo projeções do mercado, a produção chinesa de robôs humanoides poderá crescer cerca de 94% em 2026, marcando a entrada do setor em uma fase mais comercial e de maior escala.

Aplicações vão muito além das fábricas

Os novos robôs humanoides já são testados em diferentes atividades, incluindo logística, atendimento ao público, inspeções industriais e serviços comerciais.

Empresas chinesas também desenvolvem soluções voltadas para hospitais, hotéis e assistência a idosos, um setor considerado estratégico diante do envelhecimento da população do país.

Durante eventos nacionais transmitidos pela televisão chinesa, diversos robôs demonstraram capacidades avançadas, como movimentos coordenados, recuperação automática após quedas e execução de tarefas complexas.

Inteligência artificial física é a próxima fronteira tecnológica

Especialistas avaliam que a disputa global pela liderança em inteligência artificial não está mais restrita aos softwares generativos. O foco agora é levar a IA para o mundo físico, por meio de robôs capazes de perceber, interpretar e agir no ambiente.

Esse movimento, conhecido como Physical AI, é visto por analistas como uma evolução natural da inteligência artificial generativa e pode criar um dos maiores mercados tecnológicos das próximas décadas.

Enquanto Estados Unidos e Europa ainda ampliam suas capacidades produtivas, a China busca repetir a estratégia utilizada em setores como painéis solares e veículos elétricos: investir em larga escala, acelerar a produção e conquistar participação global.

Se a estratégia se confirmar, os robôs humanoides poderão se transformar em uma das próximas grandes exportações tecnológicas chinesas.