Comércio e serviços levam juros, crédito e segurança jurídica ao segundo turno
Ilustração gerada por IA / Revista Empreende
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Entidades do comércio, dos serviços e do turismo colocaram juros, crédito, ajuste fiscal e segurança jurídica no centro das cobranças dirigidas às candidaturas que disputam o segundo turno presidencial de 2026. Apresentadas publicamente em 13 de outubro, as prioridades integram uma agenda empresarial de alcance nacional que será encaminhada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo à equipe de transição do governo eleito.
A CNC, a FecomercioSP e representantes dos setores defendem a redução sustentável dos juros, maior previsibilidade regulatória, neutralidade da carga tributária e estabilidade nas regras aplicáveis às relações de trabalho. As reivindicações são apresentadas como condições para ampliar investimentos, facilitar a operação das empresas e fortalecer a competitividade.
Agenda foi entregue às candidaturas
A Agenda dos Presidenciáveis 2026 foi apresentada em Brasília em 8 de julho. O documento foi entregue aos candidatos à Presidência e reúne recomendações para reduzir burocracias, melhorar o ambiente regulatório e ampliar a segurança jurídica para empresas dos setores de comércio, serviços e turismo.
O conjunto de propostas tem caráter institucional e não constitui programa de governo nem adesão a uma candidatura. A iniciativa busca registrar os compromissos que as entidades esperam de quem vencer a eleição, com atenção ao custo do crédito, às regras tributárias e às condições para investimento.
Em um eixo específico sobre empreendedorismo e fortalecimento empresarial, detalhado em 23 de setembro, a CNC propôs ampliar o acesso ao crédito, incentivar a inovação financeira e apoiar micro, pequenas e médias empresas. O setor considera esses pontos relevantes para a expansão dos negócios e o ganho de produtividade.
Investimento reforça debate sobre produtividade
A discussão ocorre em um cenário no qual a taxa de investimento alcançou 16,1% do Produto Interno Bruto a preços correntes no segundo trimestre de 2026. O índice consta de estudo do BNDES elaborado com base em dados do IBGE e contextualiza as cobranças empresariais por medidas voltadas ao investimento e à produtividade.
Na área fiscal, as entidades incluem o ajuste das contas públicas entre as prioridades apresentadas ao próximo governo. A redução sustentável dos juros aparece como outra demanda, ao lado de regras previsíveis para tributação, regulação e relações de trabalho.
Propostas seguirão para a transição
O segundo turno da eleição presidencial será realizado em 25 de outubro. Depois da definição do vencedor, a CNC pretende formalizar a agenda à equipe responsável pela transição, mantendo as propostas de crédito, desburocratização, competitividade e segurança jurídica na interlocução com o futuro governo.
O encaminhamento à transição será a próxima etapa institucional da agenda já entregue às candidaturas. Caberá ao governo eleito decidir se incorporará as recomendações às políticas econômicas e regulatórias da próxima gestão.