Eleições 2026 entram na reta final com novas pesquisas, gastos milionários e crise no STF

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As Eleições 2026 entraram nesta quarta-feira (16) em uma fase decisiva. Faltam 18 dias para o primeiro turno, marcado para 4 de outubro, e três temas concentram as atenções da disputa nacional: a nova rodada de pesquisas para a Presidência, a divulgação dos gastos das campanhas e os reflexos políticos da crise envolvendo o Supremo Tribunal Federal (STF) e o caso Banco Master.
Mais de 158,7 milhões de eleitores estão aptos a participar do pleito. Neste ano, serão escolhidos presidente da República, governadores, dois senadores por estado, deputados federais e deputados estaduais ou distritais.
Nova pesquisa Datafolha aumenta expectativa sobre disputa presidencial
Um dos principais acontecimentos no radar eleitoral é a divulgação, nesta quinta-feira (17), de uma nova pesquisa Datafolha sobre a corrida presidencial. O levantamento está sendo realizado entre 15 e 17 de setembro, com 2.002 eleitores, e terá margem de erro de três pontos percentuais.
Na rodada anterior, publicada em 11 de setembro, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparecia com 39% das intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro (PL) registrava 35%. Augusto Cury (Avante) tinha 6%, Ronaldo Caiado (PSD), 4%, Renan Santos (Missão), 3%, e Romeu Zema (Novo), 2%.
Em uma simulação de segundo turno entre Lula e Flávio, o levantamento anterior apontava 46% a 44%, respectivamente, diferença situada dentro da margem de erro. Como toda pesquisa eleitoral, os números representam um retrato do eleitorado no período em que as entrevistas foram realizadas, e não uma previsão do resultado das urnas.
Gastos das campanhas chegam ao centro do debate
Outro conjunto de dados que começa a ganhar espaço na cobertura das Eleições 2026 é o financiamento das campanhas. O TSE tornou públicas nesta semana as prestações de contas parciais apresentadas por partidos e candidatos, permitindo consultar receitas, despesas, doadores e fornecedores no sistema DivulgaCandContas.
Dados da Justiça Eleitoral compilados pelo Poder360 mostram que Lula havia declarado R$ 65,67 milhões em despesas de campanha, enquanto Flávio Bolsonaro registrava R$ 55,32 milhões até 15 de setembro. Juntos, os dois concentravam 78,6% das despesas declaradas pelos 13 candidatos à Presidência consideradas no levantamento.
A divulgação aumenta a possibilidade de fiscalização pública sobre como os recursos eleitorais estão sendo utilizados, especialmente em publicidade, produção de conteúdo, eventos e estrutura das campanhas.
Crise no STF entra na campanha eleitoral
Paralelamente às pesquisas e aos gastos, as discussões internas do STF relacionadas ao caso Banco Master passaram a ocupar espaço crescente no discurso dos candidatos.
Nesta quarta-feira, Lula afirmou que o presidente do Supremo, Edson Fachin, tem responsabilidade de evitar que a crise institucional interfira no processo eleitoral. Flávio Bolsonaro, por sua vez, intensificou as críticas ao tribunal durante compromissos de campanha. As investigações e controvérsias relacionadas ao caso seguem em andamento, e eventuais responsabilidades individuais dependem da apuração das autoridades competentes.
Com pesquisas eleitorais, financiamento de campanha e embates institucionais ocorrendo simultaneamente, a segunda metade de setembro deve elevar a intensidade da disputa. A próxima rodada de levantamentos será especialmente observada para medir se houve mudança relevante no comportamento do eleitorado na reta final antes do primeiro turno.